Dos 210 programas de pós-graduação ativos em universidades baianas, 59 elevaram suas notas
A Bahia consolidou sua posição de destaque no cenário acadêmico regional após a divulgação dos resultados da avaliação quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Segundo os dados da fundação vinculada ao MEC, o estado registrou o maior avanço em qualidade entre as nove unidades federativas do Nordeste.
Dos 210 programas de pós-graduação ativos em universidades baianas (públicas e privadas), 59 elevaram suas notas, superando todos os vizinhos regionais em volume de crescimento técnico.
A estabilidade também foi um ponto forte do levantamento: 119 programas mantiveram seus conceitos, enquanto apenas 7% sofreram redução.
A avaliação da CAPES, que atribui notas de 1 a 7, é o principal termômetro da ciência brasileira, analisando critérios como produção científica, impacto das pesquisas, internacionalização e a qualidade da formação de novos mestres e doutores. Esse desempenho reflete o amadurecimento das instituições de ensino superior do estado, que conseguiram conciliar expansão com rigor acadêmico.
O salto qualitativo está diretamente atrelado ao robusto aporte financeiro via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb). Entre 2021 e 2024, a articulação entre a Fapesb e a CAPES resultou em investimentos de aproximadamente R$ 41,5 milhões para o fortalecimento da pesquisa estadual. Desse total, R$ 34,1 milhões foram captados junto ao governo federal, com uma contrapartida de R$ 7,4 milhões do tesouro estadual.