06/06/2026
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De Olho na Cidade
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Bahia registra menor desemprego para um 1º trimestre em 15 anos, mas ainda tem uma das maiores taxas do país

Mesmo com avanço histórico nos dados do IBGE, estado mantém índice acima da média nacional; Salvador lidera ranking de desemprego entre capitais.

Redação: Victória Silva
quinta-feira, 14 de maio de 2026 às 12:18
as mãos de uma pessoa segurando um smartphone que exibe o aplicativo da Carteira de Trabalho Digital.
Foto: ACM

A Bahia registrou taxa de desocupação de 9,2% no primeiro trimestre de 2026, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Embora o percentual represente crescimento em relação ao último trimestre de 2025, quando o índice era de 8,0%, o resultado foi o menor já observado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012.

Apesar da melhora no comparativo com anos anteriores, a Bahia segue entre os estados com os maiores níveis de desemprego do Brasil. O estado apresentou a segunda maior taxa do país, ficando atrás apenas do Amapá, com 10,0%, e empatando com Pernambuco e Alagoas, ambos com 9,2%.

O índice baiano também permanece acima da média nacional, que ficou em 6,1% no mesmo período. Em contraste, Santa Catarina apresentou a menor taxa de desocupação do país, com 2,7%.

Na capital baiana, o cenário é ainda mais desafiador. Salvador registrou taxa de desemprego de 10,2% no primeiro trimestre de 2026, acima da média estadual. O número representa alta tanto em comparação ao trimestre anterior quanto ao mesmo período do ano passado, colocando a cidade novamente na liderança do ranking de desemprego entre as capitais brasileiras.

Já na Região Metropolitana de Salvador (RMS), a taxa alcançou 11,2%, tornando-se a maior entre as 21 regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE. O percentual também superou os índices registrados no fim de 2025 e no primeiro trimestre do ano anterior.

A taxa de desocupação considera pessoas com 14 anos ou mais que estão sem emprego, mas procuram uma oportunidade de trabalho, em relação ao total da força de trabalho.

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