Mesmo com avanço histórico nos dados do IBGE, estado mantém índice acima da média nacional; Salvador lidera ranking de desemprego entre capitais.
A Bahia registrou taxa de desocupação de 9,2% no primeiro trimestre de 2026, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Embora o percentual represente crescimento em relação ao último trimestre de 2025, quando o índice era de 8,0%, o resultado foi o menor já observado para um primeiro trimestre desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012.
Apesar da melhora no comparativo com anos anteriores, a Bahia segue entre os estados com os maiores níveis de desemprego do Brasil. O estado apresentou a segunda maior taxa do país, ficando atrás apenas do Amapá, com 10,0%, e empatando com Pernambuco e Alagoas, ambos com 9,2%.
O índice baiano também permanece acima da média nacional, que ficou em 6,1% no mesmo período. Em contraste, Santa Catarina apresentou a menor taxa de desocupação do país, com 2,7%.
Na capital baiana, o cenário é ainda mais desafiador. Salvador registrou taxa de desemprego de 10,2% no primeiro trimestre de 2026, acima da média estadual. O número representa alta tanto em comparação ao trimestre anterior quanto ao mesmo período do ano passado, colocando a cidade novamente na liderança do ranking de desemprego entre as capitais brasileiras.
Já na Região Metropolitana de Salvador (RMS), a taxa alcançou 11,2%, tornando-se a maior entre as 21 regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE. O percentual também superou os índices registrados no fim de 2025 e no primeiro trimestre do ano anterior.
A taxa de desocupação considera pessoas com 14 anos ou mais que estão sem emprego, mas procuram uma oportunidade de trabalho, em relação ao total da força de trabalho.