08/06/2026
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Bahia registra queda de 41% nos casos de dengue em 2026, mas seis cidades seguem em epidemia

Dados da Sesab apontam redução nos registros da doença no estado, enquanto municípios enfrentam aumento localizado de casos e reforçam ações de combate ao mosquito.

Redação: Victória Silva
terça-feira, 12 de maio de 2026 às 16:52
A imagem foca nas mãos de um agente de saúde, protegidas por luvas de látex brancas, segurando uma pequena tigela redonda de cor vermelha. No interior da tigela, há água parada com diversos pequenos resíduos escuros, que podem representar larvas do mosquito Aedes aegypti.
Foto: Divulgação

A Bahia apresentou uma redução de 41% nos casos prováveis de dengue em 2026, conforme dados divulgados pela Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Até a 18ª Semana Epidemiológica, encerrada em 11 de maio, foram contabilizados 10.162 casos da doença e quatro mortes. No mesmo período de 2025, o estado havia registrado 17.236 ocorrências prováveis e cinco óbitos.

Apesar da diminuição no cenário estadual, seis municípios baianos permanecem em situação de epidemia: Alagoinhas, Campo Alegre de Lourdes, Maraú, Remanso, Santa Maria da Vitória e Uauá. Além disso, outras nove cidades estão classificadas como de risco e 49 seguem em estado de alerta para arboviroses.

Segundo a Sesab, a redução geral não contradiz os casos de epidemia localizados, já que a circulação do vírus ocorre de forma desigual entre os municípios. A pasta explica que algumas regiões enfrentam aumento acima do esperado nos registros, exigindo monitoramento constante e ações específicas de enfrentamento.

Entre os fatores que influenciam a propagação da dengue estão a presença do mosquito transmissor, o acúmulo de água parada, imóveis fechados, volume de chuvas, densidade populacional e a rapidez das notificações e respostas municipais. Em Alagoinhas, por exemplo, foi decretada situação de emergência em saúde pública diante do avanço de dengue, chikungunya e zika.

A vacinação contra a dengue continua disponível para adolescentes de 10 a 14 anos e profissionais da Atenção Primária do SUS com idade entre 15 e 59 anos. A Sesab informou ainda que equipes de resposta rápida podem ser mobilizadas para auxiliar os municípios nas medidas de combate à doença.

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