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Banco de Leite do Hospital da Mulher registra alta demanda e reforça campanha por doadoras

Serviço oferece coleta domiciliar em parceria com o Corpo de Bombeiros, mas estoque segue limitado diante da alta demanda de bebês internados em UTI neonatal

Redação:
quarta-feira, 22 de abril de 2026 às 19:11
Imagem de Banco de Leite do Hospital da Mulher registra alta demanda e reforça campanha por doadoras

O Banco de Leite Humano (BLH) do Hospital da Mulher Inácia Pinto dos Santos tem intensificado o incentivo à doação de leite materno, fundamental para a sobrevivência de recém-nascidos internados, especialmente prematuros. A coordenadora do serviço, a enfermeira Nadja Vieira, destacou que o processo de doação é simples e pode ser feito sem que a mãe precise sair de casa.

Segundo Nadja, o primeiro passo é entrar em contato com o banco de leite. “Na verdade, elas podem estar entrando em contato com o banco de leite através do telefone. Não precisa ela ir na unidade. Ela dá o nome completo, endereço, ponto de referência e telefone de contato”, explicou.

Após o contato, uma equipe vai até a residência da doadora, em parceria com o Corpo de Bombeiros.

“A bombeira vai na residência dela, olha os exames que ela fez durante o pré-natal, os exames de sangue, faz o cadastro e ensina como é que ela vai retirar esse leite, como vai guardar no congelador”, detalhou.

Além disso, o banco fornece todo o material necessário para a coleta. “A gente entrega o kit, que é a touca, a máscara e o frasco de vidro estéril, que é onde ela vai colocar esse leite pra colocar no congelador”, acrescentou.

A coleta do leite também é feita de forma periódica. “Uma vez na semana, o carro passa na casa dela e recolhe esse leite”, afirmou.

Apesar da logística organizada, o estoque ainda exige atenção. Atualmente, o banco conta com cerca de 111 litros armazenados, mas o consumo mensal gira em torno de 90 litros.

“O leite que está entrando está saindo, o que está ficando é pouco. Mas todos os bebês que estão na UTI e no berçário recebem esse leite”, ressaltou.

Antes de chegar aos recém-nascidos, o leite passa por um rigoroso processo.

“Esse leite que a mãe doa passa por uma seleção e depois é pasteurizado para ser ofertado aos bebês que estão na UTI e no berçário”, explicou a coordenadora.

Nadja também reforçou a importância da doação para a recuperação dos bebês.

“O leite humano é considerado alimento ouro. Esses bebezinhos prematuros, que ainda não têm a sucção formada, precisam desse leite para sobreviver. Ele contém substâncias imunológicas que vão proteger o bebê e diminuir o tempo de internamento”, destacou.

A coordenadora reforça que a participação das mães é essencial para manter o atendimento. “Eles precisam do leite para sobreviver”, concluiu.

*Com informações do repórter Robson Nascimento

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