20/04/2026
...
De Olho na Cidade
InícioPolítica
Política2 min de leitura

Brasil reage à taxação dos EUA sobre aço e alumínio

Ministro Alexandre Padilha descarta retaliação e reforça a defesa do livre comércio, enquanto governo monitora impactos da medida

Por Rafa
terça-feira, 11 de fevereiro de 2025
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, comentou a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 25% sobre as importações de aço e alumínio.

Padilha destacou que o Brasil não pretende adotar medidas de retaliação e reforçou a defesa do livre comércio. “O Brasil não incentiva nem participará de nenhuma guerra comercial. Sempre defendemos o fortalecimento do livre comércio”, afirmou o ministro durante um encontro com prefeitos em Brasília, nesta terça-feira (11).

O ministro também ressaltou a importância do diálogo internacional. “O presidente Lula tem sido claro, assim como outros líderes mundiais: uma guerra comercial não beneficia ninguém. Um dos avanços mais importantes dos últimos anos foi a criação de instrumentos para negociações entre os países”, acrescentou.

A nova tarifação dos Estados Unidos afeta diversos países e entra em vigor em 12 de março. O Brasil, ao lado de Canadá e México, está entre os maiores exportadores de aço para o mercado americano.

Medidas semelhantes já foram adotadas por Trump em seu primeiro mandato, resultando em preocupações para o setor siderúrgico brasileiro. Na época, algumas empresas chegaram a anunciar demissões, mas recuaram após a suspensão das tarifas.

Padilha informou que o governo ainda não discutiu a questão em profundidade, mas pretende buscar o diálogo para solucionar o impasse.

O governo Lula acompanha com atenção a implementação das tarifas, que foram detalhadas pela Casa Branca na noite de segunda-feira (10/2). Esta é a primeira vez que o Brasil é diretamente afetado por esse tipo de taxação sob a gestão de Trump. Anteriormente, medidas semelhantes foram impostas a Canadá, México e China, com alguns países conseguindo revertê-las por meio de negociações.

*Com informações Bahia.ba

Compartilhar:

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nosso Termos de Uso.