Representantes da indústria e do agronegócio apresentam argumentos técnicos em Washington contra a cobrança de 25% sobre produtos brasileiros; decisão norte-americana deve ser anunciada em agosto.
Representantes do setor produtivo brasileiro participam, a partir desta segunda-feira (6), de uma audiência pública em Washington, nos Estados Unidos, para contestar a proposta de aplicação de tarifas de 25% sobre diversos produtos exportados pelo Brasil. O encontro, que começa às 11h (horário de Brasília), também reúne integrantes do governo norte-americano e empresários dos dois países.
A audiência foi convocada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), responsável por avaliar a política comercial americana. O processo faz parte de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da legislação dos EUA, instrumento utilizado para analisar práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses do país.
Entre os pontos questionados pelo governo americano estão o funcionamento do sistema de pagamentos Pix, políticas relacionadas ao etanol, acordos comerciais firmados pelo Brasil, além de temas ligados ao combate ao desmatamento, à corrupção e à proteção da propriedade intelectual.
Durante os dois dias de debates, distribuídos em 14 painéis, representantes dos setores afetados terão um tempo limitado para apresentar informações técnicas e defender a importância das exportações brasileiras para as cadeias produtivas. Além das exposições, os participantes responderão a perguntas formuladas pelos integrantes do USTR.
O resultado da análise poderá influenciar diretamente as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. A expectativa é de que a decisão definitiva sobre a adoção ou não das tarifas seja divulgada no dia 15 de agosto.