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Cardiologista explica como diabetes aumenta risco de arritmias e AVC

O cardiologista destacou que tanto o diabetes quanto as arritmias podem ser silenciosos no início.

Por Rafa
sexta-feira, 14 de novembro de 2025
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No Momento IDM Cardio desta semana, o cardiologista Dr. Germano Lefundes trouxe informações sobre arritmias cardíacas, diabetes e os cuidados essenciais para prevenir complicações graves. O médico destacou a importância do acompanhamento médico regular e alertou para sinais que muitas vezes passam despercebidos pelos pacientes.

Dr. Germano explicou que as arritmias formam um grupo heterogêneo de alterações no ritmo cardíaco.

“O coração tem um marca-passo natural que mantém o ritmo como um ponteiro do relógio. Nas arritmias, há uma modificação desse circuito, podendo acelerar demais, desacelerar ou tornar o ritmo irregular”, afirmou. Ele destacou que algumas arritmias são benignas, enquanto outras oferecem riscos significativos.

Entre as benignas, citou a arritmia sinusal, comum inclusive em crianças. Já entre as perigosas, mencionou taquicardias ventriculares e fibrilações ventriculares, que podem levar à parada cardíaca. Sobre a fibrilação atrial, ele alertou: “É uma arritmia muito prevalente, associada ao envelhecimento e também ao consumo de álcool. Ela aumenta o risco de AVC porque favorece a formação de coágulos dentro do coração.”

O médico reforçou que o consumo de bebida alcoólica pode influenciar tanto o surgimento de arritmias quanto doenças cardíacas estruturais.

“A miopatia alcoólica é real. Algumas pessoas têm grande sensibilidade ao álcool e mesmo pequenas quantidades podem causar alterações no músculo cardíaco”, disse. Ele acrescentou que, no caso de pacientes com fibrilação atrial, reduzir ou suspender o álcool faz parte do tratamento.

Outro ponto central da entrevista foi a forte associação entre diabetes e doenças cardiovasculares.

“O diabetes é muito prevalente e extremamente negligenciado. A glicose alta inflama as artérias e onde há artérias, haverá risco de complicações”, explicou o cardiologista.

Dr. Germano ressaltou que o diabetes aumenta o risco de AVC, infarto, insuficiência renal, problemas oculares e neuropatia. Além disso, contribui para a formação de placas de gordura nas artérias, favorecendo eventos graves.

“Precisamos falar mais sobre diabetes. Prevenir e tratar o diabetes é prevenir doenças cardiovasculares”, alertou.

O cardiologista destacou que tanto o diabetes quanto as arritmias podem ser silenciosos no início. Por isso, exames não devem ser realizados sem orientação: “Toda avaliação cardiológica deve começar com o médico. Exames sem contexto podem confundir mais do que ajudar”, afirmou.

Ele citou o caso de uma paciente que só conseguiu diagnosticar a arritmia após registrar o eletrocardiograma no exato momento dos sintomas.

O médico trouxe ainda uma informação essencial: o diabético pode não sentir dor típica no peito durante um infarto.

“A neuropatia diabética faz o nervo parar de funcionar. É como um sensor quebrado. O paciente pode infartar sem dor, tendo apenas desconfortos leves”, explicou. Isso exige vigilância ainda maior.

Dr. Germano deixou um recado aos ouvintes: “Saúde é um processo de construção. Mesmo quem já tem doenças como diabetes ou hipertensão pode manter qualidade de vida com acompanhamento médico, medicação correta e mudanças no estilo de vida.”

Ele reforçou que hábitos saudáveis, atividade física, controle do peso e redução de fatores de risco são medidas que garantem resultados a longo prazo.

“É preciso pensar no futuro. Muitas pessoas só percebem depois de um evento grave que poderiam ter evitado. Meu convite é que experimentem mudar.”

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