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Casos de gravidez tardia vêm crescendo no Brasil nos últimos anos

Segundo dados do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos, na última década, o número de mulheres que engravidou após os 35 anos cresceu 84% no Brasil

Por Isabel Bomfim
terça-feira, 11 de abril de 2023
Foto: Freepik
Foto: Foto: Freepik

A medicina define como uma gravidez tardia aquela que acontece após o período classificado como ideal para uma mulher ter o bebê, normalmente após os 35 anos de idade. Segundo dados do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos, ter filhos após esta idade já é uma tendência, na última década, o número de mulheres que engravidou após os 35 anos cresceu 84% no Brasil e partos de mulheres acima dos 40 anos já representam entre 2 a 5% de todo o país.

Em entrevista ao portal De Olho na Cidade, a ginecologista Priscila Carvalho, apontou os fatores que podem estar acarretando esse aumento.

“A mulher moderna, ela se prepara mais para o mercado de trabalho, ela estuda, faculdade, mestrado, doutorado e por vezes a gravidez acaba ficando em segundo plano. Então, associado a isso, hoje em dia temos uma gama de métodos contraceptivos em que faz com que a mulher, ela decida qual é o melhor momento para engravidar, tanto financeiramente como psicologicamente também”, esclarece.

Foto: Isabel Bomfim

A ginecologista destacou a importância da consulta e acompanhamento com um profissional, de acordo com Priscila, o uso incorreto do anticoncepcional pode causar efeitos adversos.

“Existe um risco, porque quando a gente define qual o melhor método para mulher, existem critérios, que chamamos de critérios de elegibilidade, não é toda mulher que pode usar qualquer tipo de hormônio. Pode acontecer da paciente escolher por conta própria um método e desencadear sintomas negativos e podem ter até consequências mais graves, por exemplo, uma mulher que tem um fator de risco para trombose, por exemplo, se ela começa um método inapropriado, ela pode ter uma trombose, por conta de anticoncepcional”, alerta.

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