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Casos de síndrome respiratória grave avançam entre crianças e acendem alerta de especialistas

Alta nas hospitalizações por vírus respiratórios reforça a importância da vacinação e da atenção aos sinais de gravidade em crianças pequenas.

Redação:
segunda-feira, 20 de abril de 2026 às 10:19
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O aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças, especialmente entre menores de 2 anos, tem preocupado autoridades de saúde em diversas regiões do Brasil. Dados do mais recente boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontam crescimento das hospitalizações impulsionado principalmente pelo vírus sincicial respiratório (VSR), responsável por quadros como bronquiolite.

O levantamento, referente à Semana Epidemiológica 14 (período de 5 a 11 de abril), indica que quatro das cinco regiões do país, Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, registraram aumento nos casos nessa faixa etária. Apesar disso, os registros graves por covid-19 seguem em queda no Brasil.

Além disso, 14 estados, incluindo a Bahia, permanecem em níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com tendência de crescimento nas últimas seis semanas.

De acordo com o pediatra e infectologista pediátrico Dr. Igo Araújo, é fundamental que os pais saibam diferenciar um quadro gripal comum de situações mais graves.

“A síndrome gripal, o resfriado, vai cursar com sintomas mais leves. Nariz escorrendo, tosse, um quadro de hipoatividade leve, mas daqui a pouco a criança já está correndo, brincando, voltando às atividades, ainda que não cem por cento”, explicou.

Por outro lado, ele alerta para os sinais de agravamento: “Quando a gente fala de síndrome respiratória aguda grave, estamos falando de um quadro com importância. É a criança com esforço para respirar, ofegante, com as costelas aparecendo, respirando muito rápido ou com chiado. Além disso, pode apresentar prostração, não se alimentar ou não ingerir líquidos. Esses são sinais de gravidade e precisam de avaliação médica imediata”.

O especialista reforça que a vacinação segue sendo a principal estratégia para evitar complicações e internações.

“A maior prevenção ainda é a vacinação. Hoje temos vacinas contra os principais vírus que causam internações, como covid, influenza e o vírus sincicial respiratório”, destacou.

Dr. Igo também chama atenção para a importância da imunização de adultos e gestantes como forma indireta de proteção aos bebês, especialmente os menores de seis meses, que ainda não podem receber todas as vacinas.

“Quando a vacinação acontece na gestante, a gente reduz a gravidade nesse grupo e a mãe ainda passa anticorpos para o bebê. Ou seja, protegemos dois ao mesmo tempo”, afirmou.

Ele ainda reforça cuidados básicos que continuam essenciais: “Higiene das mãos, uso de máscara em situações de risco e evitar contato com pessoas com sintomas respiratórios ou aglomerações são medidas importantes”.

*Com informações da repórter Isabel Bomfim

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