Medidas entram em vigor a partir da 23ª rodada e estabelecem limites de tempo para reposições, substituições e atendimentos médicos
Clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro aprovaram, nesta segunda-feira (10), um pacote de mudanças voltado a diminuir as paralisações e tornar as partidas mais dinâmicas. As decisões foram tomadas durante uma reunião no Rio de Janeiro e já serão adotadas a partir da 23ª rodada da competição.
Entre as alterações está o protocolo batizado de Lei Vini Jr., que prevê a expulsão de jogadores, reservas ou atletas substituídos que cubram deliberadamente a boca ao discutir com adversários quando o gesto tiver caráter provocativo, ofensivo ou inflamatório.
O combate à chamada “cera” também aparece em outras medidas. O goleiro terá oito segundos para colocar a bola em jogo quando estiver com ela nas mãos. Se ultrapassar o limite, o adversário ganhará um escanteio. Nos arremessos laterais e tiros de meta, o prazo estabelecido será de cinco segundos.
As substituições também passam a ter uma exigência de velocidade. O jogador que deixar a partida terá dez segundos para sair do gramado e deverá utilizar o ponto mais próximo de onde estiver, evitando deslocamentos demorados.
Outra mudança importante diz respeito aos atendimentos médicos. Quem precisar ser atendido dentro de campo deverá permanecer fora da partida durante pelo menos um minuto antes de retornar. Quando o atendimento for destinado ao goleiro, um jogador de linha da mesma equipe também precisará deixar o campo pelo mesmo período.
O treinador terá dez segundos para escolher o atleta que cumprirá essa saída temporária. Caso não faça a indicação, caberá ao capitão escolher. Se o goleiro for o capitão, a equipe terá um jogador definido previamente por sorteio para cumprir a regra.
As novas determinações também restringem a comunicação com a arbitragem. A partir da mudança, somente os capitães poderão abordar os árbitros para questionar decisões durante as partidas.
O protocolo relacionado ao gesto de cobrir a boca será acompanhado ainda por uma ampliação da atuação do VAR. O árbitro de vídeo poderá revisar situações envolvendo o segundo cartão amarelo que resulte em expulsão.
Uma décima alteração está prevista para 2027. O VAR poderá corrigir a marcação de um escanteio concedido de maneira equivocada quando a cobrança estiver diretamente relacionada a um gol ou a um pênalti.