Senador teve bens bloqueados e foi alvo de buscas na Operação Compliance Zero; PF apura suposta relação com esquema no Banco Master
O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, comentou nesta quinta-feira (7) a quinta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
Em manifestação nas redes sociais, o parlamentar classificou a ação como “perseguição política” e afirmou que operações semelhantes se repetem em períodos eleitorais. “Todo ano político é a mesma coisa. Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos”, escreveu.
Ciro Nogueira foi alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos no Distrito Federal e no Piauí, além do bloqueio de R$ 18,85 milhões em bens, por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A investigação da Polícia Federal apura a possível existência de vantagens indevidas, que teriam sido repassadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro ao senador, em troca de apoio a interesses da instituição financeira no Congresso Nacional.
O parlamentar nega as acusações e afirma que já foi alvo de outras investigações em períodos eleitorais, citando o pleito de 2018. Em sua defesa, disse que processos anteriores teriam comprovado sua inocência e questionou o impacto das ações sobre sua imagem pública.
“Quem devolve a honra de uma pessoa depois de um ataque tão maligno e sem fundamentos como esse?”, declarou.
Ciro também afirmou que o episódio reforça sua disposição de permanecer na vida pública e agradeceu manifestações de apoio recebidas após a operação.