09/06/2026
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De Olho na Cidade
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3 min de leitura

Cirurgia ortognática corrige deformidades faciais e melhora função e estética, explica cirurgião

Procedimento é complexo, envolve planejamento digital e pode transformar qualidade de vida de pacientes com alterações no esqueleto da face

Victória SilvaRedação: Victória Silva
terça-feira, 12 de maio de 2026 às 09:07
Um homem jovem, sorridente e de pele clara, aparece em primeiro plano em um estúdio de rádio. Ele tem cabelos castanhos curtos, usa óculos de grau com armação preta e veste uma camisa polo de cor marrom. À sua frente, no canto inferior esquerdo, vê-se parte de um microfone profissional com espuma preta.
Foto: De Olho na Cidade

A cirurgia ortognática, procedimento voltado para a correção de deformidades esqueléticas da face, foi tema de entrevista com o cirurgião bucomaxilofacial Dr. Thiago Leite, que detalhou desde o planejamento até a recuperação dos pacientes.

Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos, o procedimento ainda é considerado complexo e exige preparação cuidadosa.

“É um procedimento complexo, minucioso, cheio de detalhes, mas que é feito muito bem elaborado”, explicou o especialista.

Planejamento ortodôntico e tecnologia 3D são fundamentais

O tratamento, segundo o médico, começa muito antes da cirurgia, com acompanhamento ortodôntico e planejamento detalhado.

“O paciente usa aparelho ortodôntico para preparar os dentes. Esse tratamento leva, em média, um ano para deixar o paciente pronto”, afirmou.

Dr. Thiago destacou ainda o uso da tecnologia digital no planejamento cirúrgico:

“Nós fazemos uma cirurgia virtual no computador, com tomografia e escaneamento. Esse programa permite corrigir até 0,1 milímetro e gera um guia cirúrgico em 3D que levamos para a cirurgia.”

Ele reforça que esse avanço aumentou significativamente a previsibilidade dos resultados.

“Hoje tudo é feito no computador. Isso deixa a cirurgia muito mais previsível e segura.”

Correção vai além da estética e melhora funções vitais

A cirurgia ortognática é indicada para diferentes tipos de alterações faciais, como queixo muito projetado, retraído ou assimetria facial.

“Tem pacientes com o queixo muito para frente, outros muito para trás e até casos de assimetria facial. Também há aqueles que mostram muita gengiva ao sorrir”, explicou.

Além da estética, o procedimento traz impactos diretos na saúde.

“Melhora bastante a mastigação, dores de cabeça e principalmente a apneia obstrutiva do sono. Tem paciente que praticamente ganha uma nova vida, deixa de roncar e passa a respirar melhor.”

Recuperação exige cuidados e traz alto índice de satisfação

O pós-operatório exige disciplina do paciente, com alimentação controlada e fisioterapia.

“É importante fisioterapia, uso de gelo e dieta líquida e pastosa. Só pode mastigar normalmente após cerca de 60 dias”, orientou.

Apesar do processo de recuperação, o resultado costuma ser altamente satisfatório.

“Os pacientes ficam extremamente satisfeitos, principalmente aqueles com apneia do sono, que passam a ter uma qualidade de vida fantástica.”

Segundo o especialista, não há muitas restrições para a cirurgia, mas o controle de doenças pré-existentes é essencial.

“Não devemos operar pacientes com diabetes ou pressão arterial descompensadas. É necessário avaliação com cardiologista e endocrinologista”, destacou.

Ele também observou a ampliação do perfil dos pacientes.

“Hoje operamos até pacientes com 65, 70 anos, principalmente por causa da apneia do sono.”

Dr. Thiago Leite atua em diferentes unidades da cidade: Clínica CIRFACE, Clínica Niro e Hospital EMEC.

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