Polícia Civil prendeu o proprietário da instituição em Candeias após denúncias de maus-tratos. O local era investigado por suspeitas de tortura e por possível ligação com duas mortes.
A Polícia Civil realizou, nesta quarta-feira (22), uma operação em uma clínica de reabilitação localizada em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador, e retirou 39 pessoas que estavam internadas na unidade. Durante a ação, o proprietário da instituição foi preso.
A clínica presta atendimento psicossocial e tratamento para dependentes químicos. As investigações tiveram início em dezembro de 2025, após denúncias de tortura, maus-tratos e indícios de envolvimento da instituição em duas mortes.
De acordo com a apuração policial, ex-internos relataram que pacientes eram submetidos a agressões físicas e outras formas de violência. Entre as denúncias estão a aplicação de choques elétricos e castigos em que internos eram mantidos pendurados de cabeça para baixo.
O caso ganhou repercussão após Geovane Santana Lopes ser encontrado com diversas queimaduras pelo corpo no fim de dezembro do ano passado. Na ocasião, a direção da clínica alegou que os ferimentos haviam sido provocados pelo próprio paciente, versão que foi rejeitada pelos familiares.
Geovane foi transferido para uma unidade hospitalar, onde permaneceu internado por vários meses. Ele morreu no dia 4 de maio deste ano.
Poucos dias depois, outro episódio reforçou as investigações. Iago Marques Formiga, que havia concluído tratamento na clínica e trabalhava como monitor no local, desapareceu. Dez dias mais tarde, seu corpo foi encontrado carbonizado às margens da BA-530, no município de Camaçari.
As circunstâncias das duas mortes e as denúncias de violência seguem sendo investigadas pela Polícia Civil.
*Com informações Metro 1