Escolha da camisa 9 segue indefinida, enquanto Neymar deve reassumir a 10 e igualar marca histórica de Pelé
A lista de numeração que será enviada pelo técnico Carlo Ancelotti à Fifa no dia 1º de junho pode indicar os primeiros sinais da formação titular da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. A definição dos números, embora tradicionalmente simbólica, costuma refletir as escolhas da comissão técnica para o torneio.
A principal indefinição está na camisa 9. Ao longo dos dez jogos sob o comando de Ancelotti, Richarlison e João Pedro ocuparam a posição, mas ambos ficaram fora da convocação. Com isso, Endrick e Igor Thiago surgem como principais candidatos, enquanto Matheus Cunha aparece como alternativa.
Já a camisa 10 deve voltar a Neymar, mesmo com a possibilidade de o atacante não iniciar como titular na estreia, marcada para o dia 13 contra o Marrocos. Caso a mudança se confirme, o jogador do Santos igualará o recorde de Pelé como o único atleta brasileiro a disputar quatro Copas do Mundo vestindo o número 10.
Desde que assumiu o comando em maio do ano passado, Ancelotti alternou o uso da camisa 10 entre diferentes jogadores: Vinicius Junior a utilizou em quatro partidas, Rodrygo em outras quatro, e Raphinha em duas. Com o retorno de Neymar, a tendência é de que Vini Jr. volte a usar a camisa 7, enquanto Raphinha reassuma a 11.
A definição da numeração é feita pela comissão técnica em conjunto com a diretoria de futebol da CBF. Em Mundiais anteriores, como em 2022, o processo já era praticamente consolidado antes da competição, refletindo um grupo mais definido sob o comando de Tite.
Mesmo assim, preferências individuais seguem sendo consideradas quando possível. Jogadores como Alisson (1), Weverton (12) e Ederson (23) já têm números tradicionalmente associados a suas carreiras na Seleção.