Experiência clínica, tecnologia e escuta ativa são apontadas como pilares para a cicatrização eficaz
Com uma década dedicada ao tratamento de feridas, a estomaterapeuta Áquilla Chahinne afirmou que a experiência clínica, aliada aos avanços tecnológicos e ao cuidado humanizado, transforma de forma decisiva os resultados no atendimento aos pacientes.
Segundo a especialista, ao longo desses dez anos muita coisa mudou, não apenas do ponto de vista profissional, mas também em relação às inovações disponíveis na área da saúde.
“Dez anos dá pra mudar muita coisa. A experiência é algo fundamental, mas a tecnologia veio pra facilitar muito dentro dos tratamentos”, destacou.
Um dos principais aprendizados da trajetória profissional, segundo Áquilla, foi compreender que cada paciente é único e que não existe um tratamento padrão que funcione da mesma forma para todos.
“Eu iniciei minha jornada vendo muito tratamento igual para todos os pacientes. Hoje eu entendo que cada pessoa responde de forma diferente. O corpo é único, as necessidades são únicas”, explicou.
Ela ressaltou que o tipo de ferida direciona o cuidado, mas mesmo entre pacientes com o mesmo diagnóstico, o plano terapêutico pode variar.
“O tratamento de um paciente com ferida venosa não será necessariamente igual ao de outro com o mesmo problema. A gente precisa traçar um plano para cada pessoa”, afirmou.
Ao abordar como a experiência influencia na escolha correta dos curativos, Áquilla apresentou um conceito adotado na prática clínica: o de que “a ferida fala”.
“A partir da avaliação, a gente entende o que a ferida está nos dizendo. Avaliamos se há infecção, tecido morto, processo inflamatório ou excesso de umidade. É isso que vai guiar a escolha do tratamento”, explicou.
Ela destacou que não existe produto milagroso e que a vivência clínica é fundamental para diferenciar o que realmente funciona.
“Todo produto quando apresentado parece maravilhoso. Mas só a vivência ensina o que de fato contribui para o paciente e o que não contribui”, pontuou.
Outro ponto abordado foi a importância do tratamento humanizado, que vai além dos protocolos técnicos.
“Ouvir o paciente é essencial. As pessoas estão muito carentes de escuta ativa, de alguém que pare para entender o medo, a dor e por que aquela ferida ainda não cicatrizou”, destacou.
Esse cuidado se reflete na rotina da clínica Doutor Curativos, que recentemente promoveu uma confraternização com pacientes, iniciativa incomum na área da saúde.
“Tratar com carinho, olhar no olho, tratar o outro como a gente gostaria de ser tratado não tem segredo. O carinho também cura”, afirmou.
Áquilla explicou que o volume de atendimentos ao longo dos anos contribuiu significativamente para sua segurança profissional e para o sucesso dos tratamentos.
“Quando eu era recém-formada achava que sabia muito. Com o tempo, você percebe o quanto precisa aprender todos os dias”, confessou.
Ela relembrou a intensa rotina no serviço público, onde chegava a atender cerca de 50 pacientes por dia, experiência que considera decisiva para seu amadurecimento clínico.
“Fazer algo repetidamente por muitos anos traz excelência. Hoje me sinto muito mais capacitada, segura e comprometida com o resultado para o paciente”, afirmou.
A estomaterapeuta destacou que muitos pacientes chegam emocionalmente, fisicamente e financeiramente fragilizados após tentativas frustradas de tratamento.
“No final, todos buscam resultado. Poder entregar esse resultado, com tecnologia, preparo e cuidado humanizado, é uma honra”, concluiu.
A clínica Doutor Curativos tem se consolidado como referência em Feira de Santana e região no tratamento avançado de feridas, unindo experiência, inovação e acolhimento ao paciente.