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Combate à dengue depende de todos, alerta secretário após caso de dengue do sorotipo 3

Após confirmação de caso de dengue tipo 3 em Feira de Santana, Secretaria de Saúde intensifica vigilância, reforça vacinação e pede apoio da população no combate ao mosquito.

Por Rafa
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
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A Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana confirmou um caso de dengue do sorotipo 3 (DENV-3), variante que não circulava no município há vários anos. A informação foi atualizada pelo secretário de Saúde, Rodrigo Matos, que reforçou a importância da vigilância e da prevenção para evitar novos casos.

O paciente, um homem de 54 anos, apresentou sintomas típicos da doença, como dor de cabeça (cefaleia), mialgia (dor no corpo), febre e exantema (vermelhidão na pele).

“Dengue era uma das suspeitas diagnósticas e foi confirmado”, afirmou o secretário.

Segundo Rodrigo, o paciente foi atendido em uma das policlínicas municipais, permaneceu em observação e hidratação por cerca de 72 horas e teve boa evolução.

“Graças a Deus foi atendido, medicado, passou três dias na unidade e já está trabalhando, já está bem”, destacou.

Apesar de o sorotipo 3 não circular na cidade há anos, o secretário pediu tranquilidade à população.

“Isso não é motivo para desespero, não é motivo para pânico, mas é motivo sim para alerta. Reforçar as ações de vigilância e de combate às arboviroses”, pontuou.

Ele explicou que existem quatro sorotipos da dengue (1, 2, 3 e 4) e que a preocupação ocorre quando um tipo que não circulava volta a aparecer, pois a população fica mais suscetível.

“Quando entra um sorotipo que as pessoas não estão protegidas, é uma massa de gente que está suscetível. Então tende a contaminar mais pessoas em um intervalo de tempo mais curto e acaba gerando aquela sobrecarga das unidades de saúde”, esclareceu.

A Secretaria emitiu um alerta epidemiológico para que profissionais de saúde redobrem a atenção aos casos suspeitos.

“O que a gente quer é notificação. Havendo suspeita, notifique para que a vigilância faça o seu trabalho de confirmação. Mesmo que a gente descarte depois, é importante não deixar de notificar”, reforçou.

Rodrigo Matos destacou a importância da vacinação contra a dengue como ferramenta para reduzir casos graves e óbitos. Atualmente, por definição do Ministério da Saúde, a imunização está disponível para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, em duas doses, com intervalo de três meses.

“Se você é responsável por alguém de 10 a 14 anos, não pode deixar de vacinar. Infelizmente a dengue ainda mata em nosso país”, alertou.

O secretário também chamou atenção para a necessidade de completar o esquema vacinal.

“Muita gente toma a primeira dose e acha que está vacinado. A imunização completa, com máxima eficiência, é com duas doses. Quem tomou a primeira e não voltou para a segunda dose deve procurar uma UBS e garantir a proteção máxima”, afirmou.

Todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município estão com salas de vacinação ativas.

Além da vacinação, o município vem intensificando as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti. Segundo o secretário, Feira de Santana conta com agentes de combate às endemias engajados e com o projeto “Feira Inova Contra a Dengue”, em parceria com o Ministério da Saúde.

“Temos bicicletas elétricas, armadilhas específicas com inteligência artificial, ou seja, temos um arsenal contra a dengue muito forte aqui”, destacou.

De acordo com Rodrigo, o trabalho realizado resultou em uma redução significativa nos casos no último ano.

“Em 2025, em relação a 2024, reduzimos casos de dengue em mais de 80%. Isso não veio por acaso, veio com trabalho e gestão. Por isso estamos intensificando em 2026, porque queremos manter esses bons indicadores”, afirmou

O secretário fez um apelo à população para que faça sua parte na prevenção. “O poder público sozinho pode fazer muito, mas não faz tudo. Vá agora na sua garagem, no seu quintal, e veja se existe algum recipiente com água empoçada. É ali que está o criatório do mosquito da dengue”, convocou.

Feira de Santana segue em alerta com a confirmação do DENV-3, que tem maior potencial de causar formas graves da doença. A Secretaria reforça que a prevenção, a vacinação e a notificação precoce de casos suspeitos são essenciais para conter a circulação do vírus no município.

*Com informações do repórter Rafael Marques

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