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"COP30 marca nova fase para a Amazônia", diz Presidente dos Metalúrgicos do ABC Paulista

Presidente avalia que o evento já deixa um legado ambiental e defende que a transição justa só será possível com diálogo e participação dos trabalhadores.

Por Thaciane Mendes
sábado, 15 de novembro de 2025
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Foto: Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista, Moisés Júnior, afirmou que a COP30 representa uma mudança histórica para a Amazônia e para o Brasil. Para ele, realizar o evento em Belém foi uma decisão acertada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em entrevista ao De Olho na Cidade, o presidente destacou que os debates promovidos tanto na green zone quanto na blue zone reforçam a importância do diálogo entre setores.

“A Amazônia existe antes da COP30 e depois da COP30. Ela é outra depois do que está acontecendo aqui em Belém. O Brasil que dá certo é o Brasil do diálogo. Quando empresas, trabalhadores e democracia se encontram, o debate prevalece”, afirmou.

O sindicalista também comentou o papel histórico do sindicato, fundado por Lula e ativo na luta pela redemocratização.

“Os metalúrgicos do ABC têm uma história na luta contra a ditadura e continuam fazendo história. É um sindicato que não apenas reivindica melhores salários e condições de trabalho, mas cobra políticas públicas em todos os níveis de governo”, disse. Para ele, dignidade e qualidade de vida dependem de políticas voltadas a quem produz a riqueza do país.

Sobre o legado da conferência em Belém, Moisés avalia que ele já está consolidado: “Já deixou. É uma realidade. O legado é importantíssimo, não só pela realização da COP, mas pela continuidade das discussões que estão acontecendo aqui. Queremos entregar às próximas gerações um planeta melhor e uma sociedade melhor”, afirmou.

Ele também defendeu que a transição energética precisa ser construída de forma inclusiva: “A transição justa se constrói. Não há receita pronta, mas os trabalhadores não podem ficar de fora. Temos que preservar o clima, mas não há mudança climática sem justiça social”, concluiu.

*Com informações de Jorge Biancchi, direto da COP 30 em Belém

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