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Curso de Enfermagem da UEFS celebra 50 anos e destaca legado na formação de profissionais para a saúde pública

Em Tribuna Livre, a Coordenadora do colegiado, Aisiane Cedraz Morais destacou protagonismo dos egressos e avanços tecnológicos na profissão

Victória SilvaRedação: Victória Silva
quarta-feira, 27 de maio de 2026 às 11:50
Imagem de Curso de Enfermagem da UEFS celebra 50 anos e destaca legado na formação de profissionais para a saúde pública
Foto: Isabel Bomfim

O curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Feira de Santana celebra, em 2026, 50 anos de história, consolidando-se como um dos pioneiros na formação de enfermeiros no interior da Bahia. Durante uso da tribuna livre nesta quarta-feira (27), a coordenadora do colegiado do curso, Aisiane Cedraz Morais, destacou a relevância histórica da graduação, que acompanha o cinquentenário da própria universidade.

Segundo a coordenadora, o curso foi um marco para a saúde pública regional ao possibilitar a formação de profissionais em uma época em que a graduação em enfermagem existia apenas em Salvador.

“A gente celebra cinquenta anos do curso de enfermagem junto com os cinquenta anos da UEFS. Além de ser um dos primeiros cursos da universidade, foi um dos primeiros cursos de enfermagem do interior da Bahia. Isso mostra a importância dessa formação em uma época em que só existia o curso de enfermagem na capital, em Salvador”, afirmou.

Aisiane ressaltou ainda que, quando o curso foi implantado, Feira de Santana não possuía enfermeiras formadas, contando apenas com auxiliares de enfermagem, o que reforça a importância da iniciativa para o fortalecimento do atendimento em saúde.

“Na época não existiam enfermeiras em Feira de Santana, existia o auxiliar de enfermagem. Então isso foi importantíssimo para a saúde pública, um marco importante para o cuidado com o outro, porque a gente passa a ter esse cuidado em uma instituição de ensino superior pautado na ciência, na extensão e na pesquisa”, destacou.

Ao longo de cinco décadas, o curso já formou 1.818 profissionais, majoritariamente mulheres, número que evidencia a contribuição da instituição para o setor de saúde dentro e fora do estado.

“Temos mil oitocentas e dezoito enfermeiras. Vou colocar no feminino pela maioria ser mulher. Ao longo desses anos tivemos quase dois mil enfermeiros formados e isso mostra que essas pessoas vão para além da UEFS”, explicou.

De acordo com Aisiane, muitos egressos conquistaram espaço em programas de mestrado, doutorado, concursos públicos e até validação de diplomas para atuação no exterior.

“A gente tem aluno que tem validação de currículo para o exterior, muitos egressos que se destacam pela aprovação em mestrados, doutorados e concursos no país de uma forma geral”, pontuou.

A coordenadora lembrou ainda da celebração realizada no último dia 15, na universidade, que reuniu ex-alunos vindos de diferentes estados brasileiros.

“A gente viu muitos egressos de diferentes estados do país virem desse momento tão importante para o nosso curso”, relatou.

Avanços e desafios da enfermagem

Ao avaliar a evolução da profissão nas últimas décadas, Aisiane apontou a incorporação da tecnologia ao cuidado em saúde como um dos principais avanços, destacando a necessidade de atualização constante do currículo acadêmico.

“Hoje a gente vê, por exemplo, a tecnologia dentro do cuidado da saúde. Isso é um avanço importante e o nosso currículo precisa atender essas modificações que avançam ao longo do tempo”, explicou.

Por outro lado, ela afirmou que ainda existem entraves importantes enfrentados pela categoria, especialmente relacionados à valorização profissional e às condições de trabalho.

“Ainda vejo a questão salarial, porque muitos lugares não cumprem o piso que é direito do enfermeiro e fazem complementação de forma informal ou às vezes nem fazem”, criticou.

A coordenadora também chamou atenção para a precarização dos vínculos trabalhistas na rede municipal de saúde em Feira de Santana.

“A gente vê contratos sendo feitos sem concurso, sem formalização e sem incentivo de fato para que esses vínculos aconteçam de forma adequada”, observou.

A programação pelos 50 anos do curso tem sido marcada por homenagens e reencontros, em um momento que, segundo Aisiane, é de orgulho pela trajetória construída e de projeção para os próximos anos.

“A gente celebra com muita alegria e principalmente com muito orgulho pela trajetória que o curso da UEFS e a universidade cumprem ao longo desses cinquenta anos. A gente celebra olhando para trás, para uma história construída, mas também projetando para o futuro”, concluiu.

*Com informações da repórter Isabel Bomfim

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