Reunidos em Deerfield Beach, brasileiros demonstraram confiança no time de Carlo Ancelotti e relataram suas experiências de vida e trabalho nos Estados Unidos.
Às vésperas da partida entre Brasil e Haiti pela Copa do Mundo de 2026, um grupo de brasileiros se reuniu em Deerfield Beach, cidade da Flórida conhecida pela forte presença da comunidade brasileira, para acompanhar a expectativa em torno do confronto e falar sobre a vida nos Estados Unidos.
O encontro aconteceu em um dos estabelecimentos tradicionais frequentados por brasileiros, a Padaria Brasil e o Restaurante Brasil. Entre os participantes estavam Jefferson Reis, Jonas Oliveira, José Arimateia Patrocínio e Maurício Fernandes, que aproveitaram o momento para demonstrar confiança na Seleção Brasileira.
Os palpites para o jogo variaram, mas todos apostaram em uma vitória tranquila do Brasil. Jonas Oliveira previu um placar mais apertado. “Vai ser 2 a 1 para o Brasil”, afirmou.
Já Jefferson Reis demonstrou mais confiança. “Acho que o Brasil ganha por 3 a 0”, disse.
José Arimateia Patrocínio elevou ainda mais a aposta. “Meu palpite é 4 a 0 para o Brasil”, comentou.
O mais otimista do grupo foi Maurício Fernandes. “Eu acredito em 6 a 0”, projetou.
Além dos palpites sobre o jogo, os brasileiros falaram sobre a experiência de viver em Deerfield Beach, município vizinho a Miami e que concentra uma expressiva comunidade de imigrantes.
Empresário, Maurício Fernandes contou que ajudou a desenvolver negócios na região.
“Eu que abri essa padaria aqui. Depois vendi e fui embora do Brasil. A padaria e o restaurante do lado eram meus”, revelou. Morando há cerca de 25 anos nos Estados Unidos, ele destacou os desafios e as oportunidades do empreendedorismo. “É muito bom, mas é trabalhoso. Trabalho sete dias por semana”, disse, acrescentando que a maior parte dos funcionários e clientes é formada por brasileiros.
Jefferson Reis atua na construção civil e explicou que o setor enfrenta um momento de desaceleração.
“O mercado deu uma caída agora, talvez por causa das guerras e da questão do Oriente Médio. Os bancos estão investindo mais no governo, mas passou a guerra, a construção bomba de novo”, avaliou.
Especializado em colocação de cerâmica, pisos e reformas residenciais, ele afirmou que continua trabalhando sem interrupções.
“Eu tenho minha clientela, então estou sempre trabalhando. Não posso reclamar”, ressaltou.
Jonas Oliveira também atua na construção civil e destacou a parceria entre os profissionais brasileiros que vivem na região.
“Somos parceiros. Faz uma coisa, eu faço outra. Aqui na América é bem divertido”, comentou.
Segundo José Arimateia, há espaço para diferentes atividades e muitos imigrantes acabam atuando em vários segmentos ao longo da vida.