16/07/2026
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DEAM de Feira amplia combate à violência contra a mulher e registra salto nas prisões em Feira de Santana

Balanço dos últimos 12 meses aponta avanço na produtividade da unidade e reforço das ações de investigação e combate à violência contra a mulher.

Victória SilvaRedação: Victória Silva
Isabel BomfimReportagem: Isabel Bomfim
quinta-feira, 16 de julho de 2026 às 10:26
Imagem de DEAM de Feira amplia combate à violência contra a mulher e registra salto nas prisões em Feira de Santana

A Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) de Feira de Santana registrou um aumento expressivo na produtividade policial nos últimos 12 meses, com destaque para o crescimento no número de prisões e de inquéritos policiais concluídos e encaminhados ao Poder Judiciário. 

Entre junho de 2025 e junho de 2026, a DEAM contabilizou 66 prisões, contra 14 registradas no período de junho de 2024 a maio de 2025. O resultado representa um aumento de 371,43%.

Para a delegada titular da unidade, Lorena Almeida, o trabalho da Polícia Civil deve ser avaliado não apenas pelo número de ocorrências registradas, mas principalmente pela efetividade das investigações e pelo encaminhamento dos casos à Justiça.

“Os principais indicadores de produtividade da polícia judiciária são o número de inquéritos que é remetido à Justiça e também o cumprimento de mandados”, explicou.

Segundo a delegada, a quantidade de boletins de ocorrência registrados não é utilizada como principal indicador de produtividade da Polícia Civil, já que representa a demanda que chega à unidade. O foco, conforme ela, está na apuração dos crimes e na responsabilização dos autores.

“O que nós precisamos saber é quantos procedimentos estão sendo devidamente apurados e enviados para a Justiça. Isso quer dizer o número de inquéritos remetidos ao Poder Judiciário”, afirmou.

Outro dado que chama a atenção é o aumento no número de inquéritos policiais finalizados e encaminhados ao Judiciário. Entre janeiro e maio de 2025, foram enviados 311 inquéritos. No mesmo período de 2026, o número subiu para 691, representando um crescimento de aproximadamente 122%.

Dra. Lorena destacou que o trabalho envolve a transformação do boletim de ocorrência em investigação formal, com a coleta de depoimentos e a adoção das medidas necessárias para a conclusão do procedimento.

“A delegacia está, de fato, pegando aquele boletim de ocorrência, transformando em inquérito policial, ouvindo as partes, vítimas, testemunhas e agressores, tomando as providências necessárias e pedindo medidas cautelares”, detalhou.

A delegada também ressaltou que o trabalho policial não deve se encerrar na delegacia. Para ela, a efetiva responsabilização do agressor depende do avanço do caso para o Poder Judiciário.

“A situação não pode parar na delegacia. Tem que seguir para a Justiça, virar um processo criminal, ter a instrução criminal e, ao final, caso seja demonstrado que aconteceu o crime, ele seja condenado”, declarou.

Além das prisões, a DEAM também tem atuado no cumprimento de mandados de busca e apreensão, especialmente para retirar armas das mãos de possíveis agressores. A estratégia, segundo Lorena, busca reduzir os riscos para as vítimas e prevenir casos de feminicídio.

“Infelizmente, a gente sabe que os casos de violência doméstica são casos graves. Então precisa, de fato, existir a representação à Justiça de medidas cautelares para que a gente possa tirar agressores de circulação”, afirmou.

Dra. Lorena afirmou ainda que o aumento da produtividade está alinhado às diretrizes da gestão superior da Polícia Civil da Bahia. Segundo ela, a orientação é garantir que os casos denunciados tenham investigação e encaminhamento adequado.

“Não basta a gente dizer e fazer aquele discurso bonito de que as vítimas têm que ir até a delegacia e denunciar, se o caso não é de fato investigado e não é enviado à Justiça”, pontuou.

A delegada reforçou que a DEAM de Feira de Santana seguirá concentrando esforços na conclusão das investigações, no cumprimento de mandados e na adoção de medidas cautelares para proteger as vítimas de violência doméstica.

“A gente está enviando para a Justiça os casos com a devida investigação e com as devidas medidas cautelares”, concluiu.

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