25/07/2026
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Defesa de Bolsonaro afirma que pistola apontada como desaparecida já está sob custódia da Polícia Civil

Advogados informam ao STF que divergência ocorreu por erro no número de série da arma; Exército havia comunicado ausência do armamento durante entrega à Polícia Federal.

Victória SilvaRedação: Victória Silva
terça-feira, 07 de julho de 2026 às 20:41
Imagem de Defesa de Bolsonaro afirma que pistola apontada como desaparecida já está sob custódia da Polícia Civil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a pistola Glock apontada pelo Exército como não localizada já havia sido apreendida anteriormente pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A manifestação foi apresentada nesta terça-feira (7), em resposta à comunicação feita pela corporação militar sobre a entrega das armas registradas em nome do ex-presidente.

Segundo os advogados, o armamento integra um inquérito instaurado em junho para apurar o suposto uso inadequado da arma por um integrante da equipe de segurança de Bolsonaro. Por esse motivo, a pistola já estaria sob responsabilidade da Polícia Civil.

A defesa atribuiu a divergência a um equívoco na identificação do número de série. Enquanto o Exército registrou a arma com a sequência "BDFW477", os documentos da investigação policial apontam "BOFW477". Para os representantes do ex-presidente, trata-se apenas de um erro de digitação, sem relação com a existência de uma segunda pistola.

O esclarecimento foi encaminhado após o Batalhão de Polícia do Exército de Brasília informar ao STF que conseguiu entregar apenas seis das oito armas registradas em nome de Bolsonaro. Além da Glock, também não foi localizada uma espingarda da marca Maestro Arms Company, que, segundo o batalhão, não estava sob sua guarda.

As seis armas encontradas foram encaminhadas à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, em cumprimento à determinação do ministro Alexandre de Moraes. A ordem judicial estabeleceu que todo o armamento registrado em nome do ex-presidente fosse entregue à PF no prazo de 48 horas.

A medida foi adotada após Moraes manter Bolsonaro em prisão domiciliar. Na decisão, o ministro entendeu que a permanência da posse de armas de fogo era incompatível com as restrições impostas ao ex-presidente durante o cumprimento da medida cautelar.

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