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Delegado detalha confissão de suspeito de matar mulher por estrangulamento em Feira de Santana

Familiares contestam versão de suspeito

Por Rafa
segunda-feira, 15 de setembro de 2025
Foto: Reprodução
Foto: Foto: Reprodução

A investigação do feminicídio de Talita Lobo Santana, 35 anos, ganhou novos desdobramentos após o depoimento do principal suspeito, preso na madrugada de segunda-feira (15) em Feira de Santana. O delegado Gustavo Coutinho, responsável pelo caso, relatou que o homem prestou mais de duas horas de interrogatório e acabou confessando o crime.

“No início ele tentou negar, apresentou outras versões, mas diante das provas que já tínhamos ele acabou desabando e confessou tudo com riqueza de detalhes”, disse o delegado.

Segundo Dr. Gustavo, o suspeito afirmou ter mantido um relacionamento esporádico com Talita por cerca de dois anos e descreveu uma sequência de discussões motivadas por ciúmes. Ele contou que, no sábado (13), foi à casa da vítima a convite dela para entregar dinheiro, e uma discussão teria começado quando Talita apresentou mensagens que revelavam outros relacionamentos dele.

“Ele disse que houve uma briga, que ela tentou se defender com um objeto e, para contê-la, aplicou um ‘mata-leão’, acreditando que ela havia apenas desmaiado”, explicou o delegado.

Foto: Rafael Marques

Ainda de acordo com o depoimento, o homem fugiu levando objetos da residência e tentou despistar a polícia. Ele também é acusado de agredir uma criança que presenciou a cena.

“Ele vai responder por feminicídio, tentativa de homicídio contra a criança e furto”, completou.

Família contesta versão do suspeito

Um familiar de Talita, que preferiu não se identificar, rebateu a narrativa apresentada pelo suspeito, negando qualquer relacionamento amoroso entre ele e a vítima.

“Ela era uma pessoa ingênua, boa para todo mundo, e conheceu esse homem pelas redes sociais. Ele insistia para ir à casa dela, mas nunca teve nada com ela. Ele armou tudo para roubar”, declarou.

Foto: Reprodução

A parente contou que Talita chegou a resistir aos convites do suspeito e que, no dia anterior ao crime, ele teria pedido a localização da residência.

“Ele não frequentava a casa, foi a primeira vez. Minha prima nunca teve envolvimento com um homem desses. Foi oportunismo”, reforçou.

A criança que presenciou o crime está em acompanhamento psicológico. O suspeito será conduzido ao presídio e permanece à disposição da Justiça.

*Com informações do repórter Rafael Marques

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