Contrato com a Fundação Getulio Vargas marca início dos estudos para implantação do complexo, que será viabilizado por concessão à iniciativa privada
A Prefeitura de Feira de Santana deu o primeiro passo para a implantação do Parque Náutico do Rio Jacuípe ao assinar, nesta quinta-feira (30), o contrato com a Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela elaboração dos estudos técnicos e do modelo de concessão do empreendimento. A proposta prevê a criação de um complexo de lazer, turismo e esportes náuticos às margens do rio, com investimento estimado em cerca de R$ 13 milhões da iniciativa privada.
Durante a apresentação do projeto, o prefeito José Ronaldo destacou que a iniciativa representa um antigo sonho da gestão e afirmou que o momento marca apenas o início do processo.

"Esse aqui é um projeto corajoso, um projeto que muda a história daquela região do Rio Jacuípe, de Feira, da Bahia e do Brasil. Assinamos o contrato com a Fundação Getulio Vargas para elaboração desse projeto. Agora é esperar a conclusão dos estudos para apresentar ao Brasil e até ao exterior, atraindo empresas interessadas em investir", afirmou.
Segundo o prefeito, a área destinada ao empreendimento possui aproximadamente 130 quilômetros de extensão ao longo do Rio Jacuípe e deverá reunir estrutura voltada ao lazer, ao esporte e ao turismo.
"Vai ter marinas, restaurantes, estacionamentos, áreas para shows, campos de futebol, quadras esportivas e tudo que se possa imaginar no lazer. Nosso sonho é construir o maior parque náutico do Nordeste e talvez do Brasil", declarou.
José Ronaldo explicou ainda que o investimento será realizado por meio de concessão à iniciativa privada.

"O terreno pertence ao município. Vamos atrair investidores para construir e administrar o projeto. A expectativa inicial é de gerar mais de mil empregos entre a construção e a operação", ressaltou.
O secretário municipal de Planejamento, Carlos Brito, explicou que o contrato firmado com a FGV contempla a elaboração dos estudos técnicos necessários para estruturar a concessão.

"Ainda não é o projeto executivo. Fizemos um estudo preliminar identificando as demandas. Agora a Fundação Getulio Vargas desenvolverá toda a modelagem técnica, financeira e jurídica", explicou.
De acordo com o secretário, o parque ocupará cerca de 260 mil metros quadrados urbanizados e contará com equipamentos voltados ao turismo ecológico e aos esportes náuticos.
"Teremos marinas, restaurantes, mirantes, trilhas ecológicas, píer flutuante, áreas esportivas e estrutura para competições nacionais de canoagem. Também pensamos no ecoturismo, com passeios pelo rio e um grande complexo de lazer", detalhou.
Carlos Brito ressaltou que o principal objetivo da iniciativa é impulsionar a economia local.
"O governo tem a obrigação de criar alternativas para atrair investidores, gerar emprego, renda e oferecer opções de lazer. Feira precisa de grandes investimentos para garantir oportunidades às futuras gerações", afirmou.

O representante da Fundação Getulio Vargas (FGV), Felipe Bittencourt, informou que os trabalhos começaram imediatamente após a assinatura do contrato. Segundo ele, a equipe técnica iniciou ainda na tarde desta quinta-feira (30) as primeiras reuniões com a Prefeitura e as visitas ao local onde será implantado o Parque Náutico.
De acordo com Felipe, a primeira etapa consiste na elaboração de um diagnóstico completo para definir as características do empreendimento. Os estudos irão apontar quais equipamentos serão implantados, o tamanho das estruturas, a demanda por restaurantes, áreas para eventos, marinas e o perfil das embarcações que poderão utilizar o parque.

"Agora vamos detalhar tudo. Precisamos entender qual é a demanda do município, se faz sentido determinado restaurante, qual será o tamanho dos espaços, se haverá área para shows, como será o parque náutico e que tipo de embarcação ele receberá. O primeiro passo é exatamente o estudo técnico", explicou.
Outro ponto que será avaliado é a definição dos acessos ao empreendimento, incluindo as ligações viárias entre Feira de Santana e São Gonçalo dos Campos.
"A forma de acesso faz parte do estudo e será discutida em conjunto com a Prefeitura durante o desenvolvimento do projeto", destacou.
Segundo o representante da FGV, a elaboração de toda a modelagem deverá levar entre um e dois anos, período que inclui estudos técnicos, econômicos, financeiros e jurídicos, além das etapas de consulta pública, audiências, aprovação pelos órgãos de controle e, posteriormente, a licitação para escolha da empresa responsável pela implantação e operação do parque.
"Esse processo costuma durar entre um e dois anos. Depois dos estudos vêm a consulta pública, a audiência pública, as aprovações e, por fim, a licitação para selecionar o parceiro privado que irá construir e operar o empreendimento", disse.
Felipe ressaltou ainda que a Fundação Getulio Vargas possui experiência na estruturação de projetos semelhantes em outras regiões do país.
"Já desenvolvemos projetos de parques náuticos em outros estados e atualmente estamos trabalhando em um projeto em Porto Alegre. Nosso objetivo é estruturar um contrato sólido, que atenda tanto ao interesse público quanto à iniciativa privada", concluiu.
Representando a Associação Náutica da Bahia, o presidente Santiago Campos destacou o potencial do Rio Jacuípe para o desenvolvimento da atividade náutica e elogiou a iniciativa da Prefeitura.
"O rio é importantíssimo para o estado e para o município. A gestão enxergou o enorme potencial para desenvolver esporte, lazer, emprego e renda. Estão de parabéns", afirmou.

Segundo ele, o planejamento adequado será determinante para o sucesso do empreendimento.
"O projeto já nasce grande. Com uma estrutura bem planejada, apoio da Prefeitura e participação da iniciativa privada, será possível garantir segurança, preservação ambiental e atrair grandes investidores para a região", avaliou.
A cerimônia contou ainda com a presença do cantor feirense Thiago Aquino, praticante de esportes náuticos e citado pelo prefeito como um dos artistas que poderão participar de futuros eventos no espaço. Ao comentar a futura arena multiuso prevista no projeto, José Ronaldo brincou que o artista "com certeza estará presente" quando o empreendimento for concluído.

A expectativa da Prefeitura é que os estudos técnicos e a modelagem da concessão sejam concluídos nos próximos meses, permitindo o lançamento do processo para seleção da empresa responsável pela implantação e operação do Parque Náutico do Rio Jacuípe.







