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Delegado Ruy Ferraz Fontes é executado a tiros no litoral de SP

Ex-delegado-geral de São Paulo foi morto nesta segunda-feira (15), em Praia Grande (SP).

Por Rafa
terça-feira, 16 de setembro de 2025
Foto: Prefeitura de Praia Grande e Reprodução
Foto: Foto: Prefeitura de Praia Grande e Reprodução

Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral de São Paulo e secretário de Administração de Praia Grande, no litoral paulista, foi executado a tiros nesta segunda-feira (15), enquanto dirigia um carro na cidade. Segundo a Polícia Militar, homens desceram de outro veículo e atiraram contra o automóvel da vítima.

Ruy Fontes foi delegado-geral de São Paulo entre 2019 e 2022 e atuou por mais de 40 anos na Polícia Civil. Teve papel central no combate ao crime organizado e foi pioneiro nas investigações sobre o PCC. Comandou divisões como DEIC, DENARC e Homicídios, além de dirigir o Decap.

O caso aconteceu na Avenida Dr. Roberto de Almeida Vinhas, por volta das 18h, no bairro Nova Mirim, perto do Fórum. De acordo com a PM, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou a morte da vítima no local.

Ainda de acordo com a corporação, informações iniciais indicam que Ruy Ferraz Fontes perdeu o controle do veículo após ser baleado. A Prefeitura de Praia Grande e a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) lamentaram a morte do delegado.

Segundo a SSP-SP, policiais militares atenderam rapidamente a ocorrência e localizaram o veículo utilizado pelos criminosos. A cena do crime foi preservada para a realização da perícia.

"Equipes estão em campo, realizando diligências e utilizando ferramentas de inteligência para identificar, prender e responsabilizar os envolvidos", complementou a secretaria.

Quem era Ruy Ferraz Fontes

Formado em Direito pela Faculdade de São Bernardo do Campo, com pós-graduação em Direito Civil, Fontes teve passagens por delegacias especializadas como o DHPP, o Denarc e o Deic. Foi justamente no Deic, no início dos anos 2000, como chefe da 5ª Delegacia de Roubo a Bancos, que ele iniciou investigações sobre o PCC, sendo responsável por prender lideranças da facção e mapear sua estrutura criminosa.

Sua atuação foi decisiva durante os ataques de maio de 2006, quando o PCC promoveu uma série de ações violentas contra forças de segurança em São Paulo.

Entre 2019 e 2022, comandou a Delegacia Geral de Polícia do Estado de São Paulo. Nesse período, liderou a transferência de chefes do PCC de presídios paulistas para unidades federais em outros estados, medida considerada estratégica para enfraquecer o poder da facção dentro das cadeias.

Ruy Fontes participou de cursos no Brasil, na França e no Canadá, e também foi professor de Criminologia e Direito Processual Penal.

Em 2023, assumiu a Secretaria de Administração de Praia Grande, cargo que ocupava até agora, quando foi assassinado.

*Com informações g1

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