O dirigente afirmou que o estado vive uma crise, cenário que, segundo ele, exige uma mudança urgente no comando estadual.
Durante a inauguração da nova sede do União Brasil em Feira de Santana, o vice-presidente nacional do partido, ACM Neto, fez críticas ao governo da Bahia, apontando falhas nas áreas de segurança pública, saúde e gestão financeira. O dirigente afirmou que o estado vive uma crise, cenário que, segundo ele, exige uma mudança urgente no comando estadual.
Ao abordar a escalada da violência na Bahia, ACM Neto responsabilizou diretamente o governador Jerônimo Rodrigues (PT) pela crise na segurança pública. Segundo ele, o problema não é estrutural, mas de comando.
“O principal problema da segurança pública da Bahia tem nome e sobrenome: Jerônimo Rodrigues. É falta de autoridade, de liderança, de compromisso e de coragem para fazer o que precisa ser feito”, afirmou.
ACM Neto acusou o governo estadual de permitir o avanço das facções criminosas.
“Estamos vivendo um absoluto desgoverno na segurança pública. Vejam o que aconteceu em Salvador: três trabalhadores foram brutalmente assassinados porque a empresa em que trabalhavam não pagou taxa a uma facção criminosa. Isso é um absurdo, uma vergonha”, criticou.
Para ele, houve uma inversão clara de papéis no estado.
“O papel que deveria ser do Estado, de combater facção criminosa, prender bandido e punir, hoje não existe. O que a gente vê é bandido dominando território”, completou.
ACM Neto afirmou que, caso ganhe a disputar ao governo da Bahia em 2026, a segurança pública será prioridade absoluta, ao lado da saúde. Entre as propostas apresentadas estão a valorização das forças policiais, investimentos em tecnologia e mudanças profundas no sistema prisional.
“Não existe desenvolvimento e qualidade de vida sem segurança. Vamos dar melhores condições de trabalho aos policiais, melhorar a remuneração, valorizar a carreira do praça ao oficial e investir pesado em tecnologia”, destacou.
O ex-prefeito de Salvador também defendeu um modelo mais rigoroso para o sistema penitenciário.
“Presídio tem que ser de segurança máxima. Preso não pode ter celular nem comunicação com o mundo externo. O que acontece hoje é uma pouca vergonha. Presídio está servindo para multiplicar o crime”, afirmou.
Ele ainda chamou atenção para a impunidade no estado.
“A Bahia é hoje o estado número um em impunidade no Brasil. Isso só vai mudar com decisão, coragem e vontade política”, concluiu.
Outro ponto abordado por ACM Neto foi o volume de empréstimos contratados pelo governo da Bahia nos últimos anos. Segundo ele, o estado já se aproxima de R$ 30 bilhões em empréstimos.
“É inacreditável. Já são mais de vinte empréstimos e isso vai chegar a quase trinta bilhões de reais. É muito dinheiro”, afirmou.
O dirigente questionou o destino dos recursos e cobrou explicações do governo estadual.
“A grande pergunta é: onde está esse dinheiro? O que está sendo feito com esses recursos? Qual é o benefício real para o povo da Bahia?”, questionou.
Para ACM Neto, os valores poderiam ter sido usados para resolver problemas estruturais históricos.
“Com esse dinheiro dava para construir duas pontes Salvador-Itaparica ou resolver grande parte dos problemas da saúde pública”, declarou.
Na área da saúde, ACM Neto voltou a denunciar o sistema de regulação.
“O que a gente vê são corredores de hospitais lotados, pacientes dentro de ambulâncias esperando regulação na porta dos hospitais. Isso acontece na capital e no interior”, disse.
ACM Neto reforçou que a Bahia precisa de uma mudança de rumo e que segurança pública e saúde devem ser prioridades absolutas em qualquer projeto de governo.
“A Bahia já teve cinco governos consecutivos do PT. Está na hora de mudar. O sentimento dos baianos é de mudança, e nós vamos construir esse caminho”, concluiu.
*Com informações do repórter Robson Nascimento