A informação foi apresentada pela diretoria da companhia durante reunião com os funcionários na quarta-feira (24).
A força de trabalho das Usinas de Biodiesel de Montes Claros (MG) e Candeias (BA) reagiu com preocupação após a notícia de que os postos de trabalho serão terceirizados, em um processo que abre caminho para a privatização parcial da Petrobras Biocombustível (PBIO). A informação foi apresentada pela diretoria da companhia durante reunião com os funcionários na quarta-feira (24).
Segundo os trabalhadores, o plano prevê a criação de uma nova empresa com controle majoritário do setor privado para assumir a operação das unidades, retirando a PBIO da gestão direta. A proposta já foi aprovada pela Diretoria Executiva da Petrobras como parte de um projeto de parcerias.
O coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, criticou a medida. “Trata-se de abrir mão de um ativo estratégico para a transição energética justa. A PBIO é o braço da transição energética e precisa ser fortalecida, não desmontada”, afirmou, em publicação nas redes sociais.
Bacelar lembrou que, no início do governo Lula, todas as privatizações haviam sido suspensas e a PBIO retirada do plano de desinvestimentos. “Estamos no Palácio do Planalto denunciando esse processo e cobrando da Diretoria de Transição Energética da Petrobras que reveja a decisão”, declarou.
Criada para fomentar a agricultura familiar e a economia solidária, a PBIO já garantiu renda a milhares de famílias na Bahia e em Minas Gerais. Para os trabalhadores e representantes sindicais, o novo projeto ameaça conquistas históricas e pode comprometer a política de transição para uma matriz energética mais sustentável.