Deyvid ressaltou o papel da Petrobras na proteção do consumidor
Participantes de audiência pública da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados divergiram sobre as medidas adotadas pelo governo para reduzir o impacto da alta dos combustíveis no Brasil.
Durante o debate realizado nesta quarta-feira (20), representantes do setor criticaram o imposto sobre a exportação de petróleo criado pelo Executivo.
Segundo eles, a alta do petróleo no mercado internacional já elevaria a arrecadação federal a um patamar superior aos R$ 40 bilhões previstos para custear subsídios ao diesel e à gasolina.
Deyvid Bacelar, especialista em óleo, gás e energia, afirmou que a capacidade nacional de produção e refino, aliada ao papel estratégico da Petrobras, foi fundamental para reduzir os impactos da crise internacional dos combustíveis sobre a população brasileira.
Segundo os dados apresentados por Bacelar, enquanto países como Estados Unidos e Canadá registraram aumentos superiores a 30% nos preços da gasolina e do diesel, o Brasil teve impactos mais moderados, com alta de 6% na gasolina e 17,7% no diesel.
“Os dados mostram que o Brasil só conseguiu amortecer os efeitos da crise internacional dos combustíveis porque ainda mantém capacidade de produção, refino e uma Petrobras estatal, atuando como instrumento de proteção do mercado interno. Onde houve maior dependência externa e ausência de controle público, os impactos foram muito mais severos para a população”, afirmou.
“É fundamental a reestatização das refinarias privatizadas, como a antiga RLAM, na Bahia, e a REAM, no Amazonas, além da BR Distribuidora e da Liquigás, para que a redução dos preços chegue de fato ao consumidor final. Isso impacta não apenas os combustíveis, mas toda a cadeia alimentícia e outros setores diretamente afetados pelo custo da energia”, afirmou Bacelar.
Fonte: Agência Câmara de Notícias