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Deyvid Bacelar destaca atos em defesa da democracia e faz balanço positivo da greve dos petroleiros

Atos marcam o início das atividades do Comitê Brasil Soberano em 2026

Por Rafa
quinta-feira, 08 de janeiro de 2026
Imagem de Deyvid Bacelar destaca atos em defesa da democracia e faz balanço positivo da greve dos petroleiros

Durante entrevista ao Jornal do Meio Dia, nesta quinta-feira (8), o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, falou sobre o início das atividades do Comitê Brasil Soberano em 2026 e apresentou um balanço da recente greve dos petroleiros e petroleiras da Petrobras. A conversa também reforçou a importância da defesa da democracia e da soberania nacional.

Segundo Bacelar, o Comitê Brasil Soberano, lançado em Salvador no final do ano passado, iniciou oficialmente suas ações neste 8 de janeiro, data marcada por atos em defesa da democracia em todo o país.

“A primeira grande atividade do Comitê Brasil Soberano começou justamente hoje, no dia 8 de janeiro, um dia muito importante para a história do país”, afirmou.

O dirigente sindical participou das mobilizações em Brasília, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros de Estado e do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, durante ato realizado no Palácio do Planalto.

“É sempre importante lembrar que há três anos tivemos uma tentativa de golpe de Estado no Brasil, com planos inclusive de assassinato do presidente Lula, do vice-presidente Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes”, destacou.

Bacelar ressaltou que a punição aos envolvidos reforça o compromisso do país com a democracia.

“Felizmente, como nunca houve na história do país, tivemos a Justiça brasileira condenando esses golpistas, que hoje estão presos para o bem da democracia brasileira.”

Ele também anunciou a próxima mobilização do Comitê, marcada para o dia 15 de janeiro, durante a tradicional Lavagem do Bonfim, em Salvador.

“Estaremos nas ruas com nossas faixas e bandeiras, levando nossas pautas em defesa da democracia e da soberania nacional. Não há soberania sem democracia preservada”, afirmou.

Greve dos petroleiros

Durante a entrevista, Deyvid Bacelar também fez um balanço da greve dos petroleiros, realizada no final de 2025, classificando o movimento como forte e necessário.

“Demonstramos que a FUP tem independência e autonomia sindical. Mesmo ajudando a eleger este governo, tivemos a necessidade de realizar a greve diante das dificuldades impostas pela gestão da Petrobras na mesa de negociação”, explicou.

A paralisação durou entre oito e quatorze dias, a depender do estado, envolvendo os 14 sindicatos filiados à FUP, do Amazonas ao Rio Grande do Sul. De acordo com Bacelar, a greve resultou em avanços significativos em três eixos centrais da pauta reivindicatória.

O primeiro eixo está relacionado aos aposentados e pensionistas, especialmente à situação do Plano Petros, que enfrenta um déficit estimado em R$ 42 bilhões.

“O trabalhador não tem culpa desse déficit e precisamos de uma solução definitiva. As negociações começam em fevereiro de 2026, no Tribunal de Contas da União”, disse.

O segundo ponto foi a valorização dos trabalhadores, com a garantia de um acordo coletivo de dois anos, incluindo avanços para empregados da ativa e terceirizados.

“Avançamos na divisão das riquezas geradas pela Petrobras com seus trabalhadores e na reconquista de direitos históricos”, afirmou.

Já o terceiro eixo trata do papel estratégico da Petrobras na soberania nacional.

“Precisamos de uma Petrobras forte, que invista no Brasil, gere empregos, renda e ofereça combustíveis a preços mais justos”, ressaltou.

Bacelar defendeu ainda a retomada da distribuição de combustíveis pela estatal e a recompra da Refinaria Landulpho Alves, na Bahia.

“Isso é fundamental para garantir preços mais justos ao povo baiano e fortalecer a soberania energética do país”, concluiu.

A homologação do novo acordo coletivo está marcada para o dia 14 de janeiro, em cerimônia no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília.

“Foi uma greve que teve efeitos positivos, apesar de todo o desgaste, e mostrou a força da organização dos trabalhadores”, finalizou.

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