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Eleições na Bahia: analistas avaliam força de ACM Neto, Jerônimo e o impacto das alianças

Com alianças em negociação e lideranças ainda cautelosas, o cenário eleitoral da Bahia segue aberto, à espera de definições que podem redesenhar o mapa político do estado.

Por Rafa
sábado, 07 de fevereiro de 2026
Imagem de Eleições na Bahia: analistas avaliam força de ACM Neto, Jerônimo e o impacto das alianças

O cenário das eleições estaduais na Bahia segue em construção e, segundo analistas políticos, ainda pode sofrer alterações significativas até 2026. Para o radialista Dilson Barbosa, a disputa tende a ser polarizada, mas com nuances importantes que podem definir o resultado.

“Se Zé Ronaldo fosse a cabeça de chapa da oposição, eu não tenho dúvida de que teria mais chances hoje do que ACM Neto. Isso, pra mim, é cristalino”, afirmou Dilson, ao analisar cenários hipotéticos.

Apesar disso, o comentarista reconhece que ACM Neto possui um capital eleitoral consolidado em todo o estado, herdado da trajetória política do avô Antônio Carlos Magalhães.

“Zé Ronaldo é muito forte em Feira, mas ACM Neto está na Bahia inteira. Salvador sozinha tem quase dois milhões de eleitores”, pontuou.

Dilson também avaliou como estratégica a saída do senador Angelo Coronel da base governista, considerando o movimento um fator capaz de dar nova dinâmica à oposição.

“Coronel é senador da República, tem deputado federal, estadual e uma cúpula familiar forte. Isso pesa dentro do processo eleitoral”, disse.

Para ele, a composição de chapa com Coronel torna o projeto de ACM Neto mais competitivo.

“ACM Neto com Coronel não é a mesma coisa de antes. O coronel é a bola da vez”, analisou.

Já o comentarista político Humberto Cedraz destacou que, apesar das movimentações, o governador Jerônimo Rodrigues ainda aparece como favorito no momento.

“Hoje, eu acredito que Jerônimo é favorito, mas tudo pode acontecer. Um deslize pode mudar o cenário”, avaliou.

Humberto também colocou em dúvida a possibilidade de segundo turno no estado.

“Vai ser difícil ter segundo turno, porque não vejo outro candidato com votação suficiente para provocar essa diferença”, afirmou.

Ambos os analistas concordam que o processo eleitoral deve seguir sem grandes rupturas no curto prazo, mas com espaço para rearranjos políticos.

“Não teremos trovoadas muito fortes. Vai ser uma eleição de muita observação e articulação”, resumiu.

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