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Eletromiografia: neurologista explica exame, indicações e cuidados antes da realização

Procedimento ajuda a identificar causas de dormência, formigamento e fraqueza, e exige preparo específico antes da realização.

Por Rafa
sábado, 29 de novembro de 2025
Imagem de Eletromiografia: neurologista explica exame, indicações e cuidados antes da realização

O neurologista Dr. Tarsis Farias esclareceu dúvidas sobre a eletromiografia, exame essencial para a avaliação dos nervos periféricos e dos músculos. Segundo ele, apesar de pouco conhecido pelo público em geral, trata-se de um procedimento decisivo para diversos diagnósticos neurológicos.

“Hoje vamos falar sobre um exame muito importante na neurologia, que estuda os nervos periféricos”, disse o médico. “Ele avalia se esses nervos estão conseguindo conduzir corretamente as informações do cérebro para o corpo e também trazer informações de volta.”

Dr. Tarsis explica que o exame analisa o funcionamento dos nervos e músculos, identificando possíveis dificuldades de condução elétrica.

“É como se estudássemos a fiação elétrica de uma rua. Você tem uma central de energia e os fios que levam essa energia até as casas. Os nervos funcionam da mesma forma: levam informações do sistema nervoso central até a periferia do corpo. Se há algo interrompendo essa condução, o exame identifica.”

A eletromiografia é realizada em duas etapas:

  1. Condução nervosa – eletrodos estimulam os nervos para medir se eles conduzem os impulsos corretamente.
  2. Estudo muscular – pequenas agulhas são inseridas nos músculos para observar sua contração e identificar alterações.

O neurologista destaca que a eletromiografia é solicitada em casos de:

  • Síndrome do túnel do carpo, comum em quem realiza movimentos repetitivos com as mãos.
  • Lesões na coluna cervical ou lombar, que podem comprimir raízes nervosas.
  • Doenças musculares (miopatias).
  • Doenças neuromotoras, como esclerose lateral amiotrófica (ELA).
  • Formigamentos, dormências e fraquezas sem causa definida.

“Existem doenças em que todos os exames de imagem, como ressonância, vêm normais, e apenas a eletromiografia mostra a alteração”, explicou.

O desconforto é comum, mas suportável.

“É um exame que pode incomodar, porque usa estímulos elétricos e agulhas, mas fazemos tudo com cuidado para minimizar esse desconforto”, garantiu o neurologista.

A duração varia entre 20 minutos e mais de uma hora, dependendo da complexidade e do número de membros avaliados.

O médico orienta que alguns cuidados são importantes antes da realização:

  • Não usar cremes ou loções no dia do exame, pois prejudicam a fixação dos eletrodos.
  • Levar braços e pernas descobertos, com roupas confortáveis.
  • Informar uso de anticoagulantes, pois pode ser necessário suspender o medicamento, com orientação do médico assistente.
  • Pacientes com marca-passo devem apresentar relatório médico autorizando o procedimento.

Para facilitar o preparo, as clínicas enviam um vídeo explicativo antes do exame. “Isso ajuda o paciente a chegar mais tranquilo e preparado”, destacou.

O exame pode ser realizado em adultos, idosos e até crianças, desde que acompanhadas e devidamente orientadas.

“A maioria das pessoas pode fazer, mas em crianças e pacientes com autismo ou déficit cognitivo, precisamos do apoio dos familiares”, afirmou.

Dr. Tarsis informou que o exame está disponível nas clínicas onde atua: Clínica CMO, no Edifício Metropolitan Center, 7º andar, sala 701 e Clínica Argos, na Avenida Maria Quitéria.

“É fundamental que o exame seja feito por um médico experiente, porque a eletromiografia é operador-dependente”, reforçou. “A qualidade do aparelho e a experiência do profissional fazem toda diferença no diagnóstico.”

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