Procedimento ajuda a identificar causas de dormência, formigamento e fraqueza, e exige preparo específico antes da realização.
O neurologista Dr. Tarsis Farias esclareceu dúvidas sobre a eletromiografia, exame essencial para a avaliação dos nervos periféricos e dos músculos. Segundo ele, apesar de pouco conhecido pelo público em geral, trata-se de um procedimento decisivo para diversos diagnósticos neurológicos.
“Hoje vamos falar sobre um exame muito importante na neurologia, que estuda os nervos periféricos”, disse o médico. “Ele avalia se esses nervos estão conseguindo conduzir corretamente as informações do cérebro para o corpo e também trazer informações de volta.”
Dr. Tarsis explica que o exame analisa o funcionamento dos nervos e músculos, identificando possíveis dificuldades de condução elétrica.
“É como se estudássemos a fiação elétrica de uma rua. Você tem uma central de energia e os fios que levam essa energia até as casas. Os nervos funcionam da mesma forma: levam informações do sistema nervoso central até a periferia do corpo. Se há algo interrompendo essa condução, o exame identifica.”
A eletromiografia é realizada em duas etapas:
O neurologista destaca que a eletromiografia é solicitada em casos de:
“Existem doenças em que todos os exames de imagem, como ressonância, vêm normais, e apenas a eletromiografia mostra a alteração”, explicou.
O desconforto é comum, mas suportável.
“É um exame que pode incomodar, porque usa estímulos elétricos e agulhas, mas fazemos tudo com cuidado para minimizar esse desconforto”, garantiu o neurologista.
A duração varia entre 20 minutos e mais de uma hora, dependendo da complexidade e do número de membros avaliados.
O médico orienta que alguns cuidados são importantes antes da realização:
Para facilitar o preparo, as clínicas enviam um vídeo explicativo antes do exame. “Isso ajuda o paciente a chegar mais tranquilo e preparado”, destacou.
O exame pode ser realizado em adultos, idosos e até crianças, desde que acompanhadas e devidamente orientadas.
“A maioria das pessoas pode fazer, mas em crianças e pacientes com autismo ou déficit cognitivo, precisamos do apoio dos familiares”, afirmou.
Dr. Tarsis informou que o exame está disponível nas clínicas onde atua: Clínica CMO, no Edifício Metropolitan Center, 7º andar, sala 701 e Clínica Argos, na Avenida Maria Quitéria.
“É fundamental que o exame seja feito por um médico experiente, porque a eletromiografia é operador-dependente”, reforçou. “A qualidade do aparelho e a experiência do profissional fazem toda diferença no diagnóstico.”