Pré-candidato à presidência afirma que cenário político brasileiro está esgotado e diz que pretende ampliar base entre diferentes campos ideológicos.
O pré-candidato à Presidência da República, Renan Santos (Partido Missão), participou nesta terça-feira (26) de uma entrevista ao vivo no programa Jornal do Meio Dia da Rádio Princesa FM, com retransmissão na Rádio Sociedade News, no programa Olho na Cidade.
Natural de São Paulo, o empresário de 42 anos é fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e atualmente preside o partido Missão, legenda criada em 2025 com a proposta de disputar protagonismo nas eleições de 2026.
Ao ser recebido em Feira de Santana, Renan destacou o retorno à cidade após mais de uma década.
“Prazer chegar em Feira, retornar depois de 16 anos. A última vez que vim aqui fazia bastante tempo, naquela época eu era apenas um jovem empresário, vendedor, estava procurando fornecedor de alumínio aqui.”
Ao ser perguntado sobre sua trajetória, Renan relembrou sua formação e entrada na política.
“Tenho 42 anos, nasci em São Paulo, fiz Direito na USP, mas abandonei a faculdade para ser empresário. Rodei o Brasil, trabalhei como vendedor e administrador.”
Ele afirmou que sempre teve interesse por política e destacou sua atuação no MBL.
“Sempre tive vocação política. Entendi os grandes processos históricos e me interessei pela política. Fundei o MBL, participei das manifestações de 2013, da Operação Lava Jato, fiz oposição ao governo Bolsonaro também, mesmo sendo um movimento de direita.”
Renan ainda explicou a criação do Partido Missão.
“Percebemos que precisávamos ser uma alternativa política para o Brasil. Por isso fundamos o Partido Missão e agora estamos concorrendo à Presidência.”
O pré-candidato também relatou um episódio pessoal que, segundo ele, influenciou sua entrada definitiva na política.
“Em 2013, durante as manifestações, houve um episódio em que policiais colocaram droga nas coisas do meu pai dele e o levaram detido. Eu consegui provar a irregularidade e aquilo mudou minha visão. Ou eu fazia algo que acreditava ou viveria frustrado.”
Renan fez críticas ao modelo político brasileiro, que classificou como ultrapassado.
“O que chamamos de política tradicional é uma reminiscência do coronelismo. O povo ainda vê política como troca de favores.”
Ele também apontou problemas estruturais.
“Para manter esse sistema, você precisa de muita corrupção e desvio de emendas. Isso impede o avanço da segurança, saúde e educação.”
Ao comentar sua pré-candidatura, Renan afirmou acreditar na viabilidade do projeto político do Partido Missão.
“Já apareço com bons índices entre jovens de 16 a 24 anos, com cerca de 36% nessa faixa. Onde sou mais conhecido, meus números são competitivos.”
Ele afirmou ainda que pretende crescer eleitoralmente ao longo da campanha.
“Acredito que haverá migração de votos e que podemos crescer tanto entre eleitores do PT quanto do bolsonarismo. Vamos ganhar a eleição.”