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Empresário é alvo de Operação que investiga esquema bilionário de adulteração de combustíveis

Natural de Iaçu, Jau concorreu ao cargo de prefeito do município em 2020 e foi agraciado com o título de cidadão feirense em 2022

Por Rafa
quinta-feira, 16 de outubro de 2025
Foto: Tony Silva e Filipe Conceição.
Foto: Foto: Tony Silva e Filipe Conceição.

O empresário Jailson Couto Ribeiro, conhecido como Jau Ribeiro, foi um dos alvos da Operação Primus, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia na manhã desta quinta-feira (16), ele foi conduzido ao Complexo Policial Investigador Bandeira, em Feira de Santana. Natural de Iaçu, Jau concorreu ao cargo de prefeito do município em 2020 e foi agraciado com o título de cidadão feirense em 2022, sendo atualmente radicado em Feira de Santana.

A operação, conduzida pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco-LD), tem como objetivo desarticular uma liderança criminosa que atua no setor de combustíveis. Segundo as investigações, o grupo é suspeito de adulterar e comercializar combustíveis de forma irregular, utilizando a atividade empresarial como meio para ocultar patrimônio e lavar dinheiro.

De acordo com a Polícia Civil, sete pessoas foram presas na ação, que ocorreu em oito municípios baianos entre eles Feira de Santana, Conceição do Jacuípe, Alagoinhas, Morro do Chapéu, Itaberaba e Iaçu, e também nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Durante as diligências, foram apreendidas armas de grosso calibre, incluindo três pistolas e uma submetralhadora, além de munições, carregadores e cerca de 10 veículos de luxo. O Draco também identificou 200 postos de combustíveis suspeitos de ligação com o grupo e solicitou à Justiça o bloqueio de R$ 6,5 bilhões em bens e valores pertencentes aos investigados.

Foto: Tony Silva e Filipe Conceição.

As apurações indicam que a organização mantinha conexões com um grupo criminoso originário de São Paulo, o que ampliava o alcance e a complexidade das operações financeiras.

A Operação Primus mobilizou mais de 170 policiais civis, com apoio de diversos departamentos especializados, como o Deic, Denarc, DHPP, Depom, Depin, Dip, Polinter e COPJ, além da Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz-BA) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A Polícia Civil segue com as investigações para identificar novos envolvidos e ampliar o rastreamento dos recursos ilícitos movimentados pela organização.

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