Estomaterapeuta alerta que doenças como erisipela, herpes e filariose podem evoluir para feridas graves quando o diagnóstico é tardio
Doenças de pele aparentemente simples podem esconder riscos sérios à saúde quando não diagnosticadas e tratadas precocemente. Em entrevista ao De Olho na Cidade, a estomaterapeuta Àquilla Chahinne chamou a atenção para patologias como erisipela, herpes zoster e filariose linfática, explicando sintomas, formas de contágio, sequelas e a importância da busca rápida por atendimento médico.
Segundo a especialista, muitas dessas doenças começam com sinais leves, que acabam sendo ignorados pela população.
“O principal é a informação. São nomes difíceis, mas os sintomas precisam ser conhecidos para que as pessoas saibam quando procurar ajuda”, destacou.
Àquilla explicou que existem diferentes tipos de herpes. O mais comum é o herpes simples tipo 1, geralmente manifestado nos lábios, e o tipo 2, de transmissão sexual. No entanto, o mais grave é o herpes-zóster, causado pelo mesmo vírus da catapora.
“A pessoa pega catapora uma vez na vida e o vírus fica adormecido no organismo. Em algum momento, ele pode ser reativado, causando a herpes-zóster, que provoca muita dor, queimação e bolhas, principalmente no tórax, abdômen e costas”, explicou.
Ela alertou que, sem tratamento imediato, a doença pode evoluir para feridas extensas e de difícil cicatrização, exigindo internação hospitalar.
Filariose: doença silenciosa que deixa sequelas
Outro ponto de destaque foi a filariose linfática, doença causada pela picada de um mosquito infectado por parasita. Embora o Brasil tenha controle da doença atualmente, ainda existem pessoas com sequelas antigas.
“O mais curioso é que a filariose pode ficar anos sem dar sintomas. Quando se manifesta, geralmente provoca um inchaço excessivo em um dos membros, principalmente nas pernas, quadro conhecido como elefantíase”, afirmou.
A doença compromete o sistema linfático, responsável pela drenagem de líquidos e toxinas do corpo. Com o acúmulo de líquido, a pele pode se romper, dando origem a feridas crônicas.
“São doenças crônicas, sem cura, mas que têm tratamento. O objetivo é controlar os sintomas e evitar complicações”, explicou a estomaterapeuta.
Erisipela: infecção bacteriana exige atenção imediata
Àquilla também destacou a erisipela, uma infecção bacteriana da pele comum em pessoas diabéticas, com insuficiência venosa ou inchaço frequente nas pernas.
“Ela começa, muitas vezes, com a perna vermelha, inchada, quente e dolorida, podendo vir acompanhada de febre. Às vezes o paciente sente apenas dor ou queimação, e isso já é sinal de alerta”, reforçou.
A especialista alertou que, sem tratamento rápido com antibióticos, a erisipela pode evoluir para úlceras profundas e necrose da pele.
Quando procurar ajuda especializada
A orientação é clara: ao perceber sintomas iniciais, o paciente deve procurar imediatamente uma unidade de saúde. Já nos casos em que surgem feridas que não cicatrizam, o acompanhamento especializado se torna essencial.
“Não substituímos o hospital. A orientação é: começou o sintoma, vá ao hospital. Mas se, mesmo após o tratamento, surgirem feridas difíceis de cicatrizar, aí sim entra o tratamento avançado”, explicou.
Ela reforçou que o atraso na busca por atendimento pode trazer consequências graves.
“Atendemos pacientes que deixaram a situação evoluir demais, alguns chegaram com necrose extensa. Quanto mais demora, mais difícil é o tratamento.”
Entre as principais formas de prevenção, Àquilla cita o controle do estresse, alimentação saudável, atividade física e atenção especial para pacientes diabéticos ou com doenças vasculares.
“Machucou, procure ajuda. Não fique tentando resolver em casa com pomadas, chás ou ervas. Ferida não tratada pode evoluir rápido”, alertou.
A Clínica Doutor Curativos, especializada em tratamento de feridas, estomaterapia e cuidados com os pés, recebe pacientes de toda a região. O serviço funciona no Edifício Ícone, na Avenida Getúlio Vargas, sala 403, em Feira de Santana.
“Nosso compromisso é cuidar de forma humanizada, olhando no olho, entendendo a dor do outro e oferecendo um tratamento especializado”, concluiu Àquilla Chahinne.
Contato/WhatsApp: (75) 99855-2999