Alunos da Escola Estadual Santo Antônio utilizaram a Tribuna Livre para apresentar proposta que prevê mapeamento de áreas carentes, plantio de mudas e soluções para drenagem urbana
Dois estudantes da Escola Estadual Santo Antônio utilizaram a Tribuna Livre da Câmara Municipal de Feira de Santana, nesta quinta-feira (26), para apresentar o projeto “Respira Feira Verde”, uma iniciativa voltada à ampliação da arborização urbana e à promoção da sustentabilidade na cidade.
Representando o grupo, formado também por Talyta Bastos e Yago Ribeiro, os alunos Henrique Rios e Anthony Raymond destacaram que o projeto surgiu ainda no ambiente escolar e ganhou proporção ao longo dos meses até chegar ao Legislativo municipal.

Henrique ressaltou a importância do apoio recebido e chamou atenção para a desigualdade na distribuição de áreas verdes na cidade.
“Eu e Antony, juntamente com outros colegas, criamos esse projeto no ano passado. Era algo escolar, não tinha esse crescimento todo, mas foi bem-sucedido ao ponto de chegar hoje à Câmara”, afirmou.
O estudante também destacou o impacto social da falta de arborização em bairros periféricos.
“Arborização em Feira de Santana é tratada com descaso, especialmente em áreas residenciais de pessoas de baixa renda. Se a gente for olhar regiões como o Tomba ou o Aviário, não temos a mesma quantidade de árvores que no SIM, por exemplo. Isso é preocupante porque causa o racismo ambiental, termo que a gente já conhece”, pontuou.
Segundo Henrique, o objetivo central do projeto é transformar Feira de Santana em uma cidade mais verde e sustentável.

Já Anthony Raymond explicou que a ideia do projeto surgiu a partir da percepção das diferenças na arborização entre áreas turísticas e bairros da cidade.
“O início da idealização surgiu justamente do termo racismo ambiental. A gente identificou, em viagens, uma diferença enorme na forma como a vegetação é utilizada em ambientes turísticos. Com isso, propusemos o projeto com o intuito de arborizar a cidade, com apoio de universidades e trabalho técnico”, explicou.
O estudante detalhou as etapas do projeto, que incluem desde a obtenção de mudas até o planejamento técnico das áreas que devem ser priorizadas.
“A primeira etapa seria a coleta de mudas, com apoio de instituições como a Embasa. Depois, a identificação das áreas mais necessitadas e a partir disso, dar início à arborização”, disse.
Anthony também destacou que a proposta vai além do plantio de árvores e busca integrar soluções para problemas urbanos, como alagamentos.
“Quando falamos da área de exatas, estamos pensando na criação de sistemas de irrigação que aproveitem o excedente de água da chuva. Isso pode ajudar a reduzir alagamentos e amenizar problemas do sistema de drenagem, que em alguns casos é ineficiente ou inexistente”, afirmou.
Os estudantes ainda agradeceram o espaço concedido pela Câmara e o apoio recebido de professores e autoridades, como o vereador Professor Ivamberg.
*Com informações da repórter Isabel Bomfim