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Exame morfológico do primeiro trimestre é fundamental para a saúde do bebê, alerta especialista

Realizado entre a 11ª e a 14ª semana, ele permite avaliar a formação do feto e rastrear riscos de doenças cromossômicas e da pré-eclâmpsia

Por Rafa
sábado, 06 de setembro de 2025
Imagem de Exame morfológico do primeiro trimestre é fundamental para a saúde do bebê, alerta especialista

O exame morfológico do primeiro trimestre da gestação é considerado um dos mais importantes para a saúde da mãe e do bebê. Realizado entre a 11ª e a 14ª semana, ele permite avaliar a formação do feto e rastrear riscos de doenças cromossômicas e da pré-eclâmpsia, condição grave que pode comprometer a gestação.

A ultrassonografista Dra. Larissa Matos destacou que muitas mães ainda desconhecem a relevância desse exame.

“O morfológico do primeiro trimestre é único, insubstituível. É nesse período que conseguimos avaliar a anatomia do bebê, rastrear o risco de doenças cromossômicas e também de pré-eclâmpsia na mãe. Isso pode mudar o curso de toda a gestação”, explicou.

Segundo a especialista, o exame é realizado quando o bebê mede entre 45 mm e 84 mm, sendo possível verificar a posição e o desenvolvimento dos órgãos, além da formação dos membros e da cabeça.

“É um exame lindo, porque o bebê já se movimenta bastante, mas além da beleza, ele traz informações fundamentais para prevenir complicações”, disse.

A médica alertou ainda que muitas gestantes acabam pulando essa etapa, preferindo o exame do segundo trimestre. Entretanto, essa escolha pode trazer consequências.

“Quando a mãe só faz o morfológico do segundo trimestre, já não é possível intervir com medidas de prevenção, como o uso da aspirina para reduzir o risco da pré-eclâmpsia. Hoje, ainda perdemos mães e bebês por essa complicação, que poderia ser evitada com uma intervenção precoce”, frisou.

Entre os fatores de risco para a pré-eclâmpsia, a Dra. Larissa citou gestantes muito jovens ou de idade avançada, mulheres negras, pacientes submetidas à fertilização in vitro e aquelas que tiveram intervalo maior que dez anos entre uma gravidez e outra.

A ultrassonografista também destacou a importância de um pré-natal de qualidade.

“Infelizmente, nem todas as gestantes têm acesso a um bom acompanhamento. Muitas vezes, o profissional solicita apenas o exame do segundo trimestre, deixando de lado o primeiro. Isso é um erro, porque é nessa fase que podemos prevenir complicações graves”, observou.

A médica deixou um conselho às gestantes: “Realizem o exame morfológico do primeiro trimestre. Procurem profissionais capacitados e verifiquem se o rastreio para pré-eclâmpsia está sendo feito. É um cuidado que pode salvar vidas”, concluiu.

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