Entidade de direitos humanos sustenta que presidente da Fifa já atingiu o limite de três mandatos previsto no estatuto da organização
A organização de direitos humanos FairSquare apresentou uma denúncia à Fifa para contestar a possibilidade de Gianni Infantino disputar um novo mandato à frente da entidade. Segundo o grupo, o dirigente já teria completado os três períodos permitidos pelo estatuto da federação e, por isso, não poderia buscar uma nova eleição.
O principal ponto da contestação está relacionado ao primeiro mandato de Infantino. Ele chegou à presidência em 2016, após a renúncia de Sepp Blatter, em uma eleição realizada durante um Congresso Extraordinário da Fifa.
A discussão ganhou força em 2022, quando Infantino defendeu que aquele primeiro período não deveria entrar na contagem do limite de três mandatos. Para a FairSquare, porém, essa interpretação não encontra respaldo nas regras internas da entidade.
A organização afirma que permitir a exclusão do primeiro mandato abriria espaço para uma interpretação capaz de driblar uma regra estabelecida no estatuto da Fifa.
Em declaração à agência Reuters, Nicholas McGeehan, diretor da FairSquare, classificou a situação como uma possível violação das normas da entidade. Para ele, o limite de três mandatos está previsto de maneira clara e não poderia ser alterado por uma interpretação administrativa.
A contestação coloca novamente em debate a permanência de Infantino no comando do futebol mundial e poderá gerar uma disputa sobre a forma como os estatutos da Fifa devem ser aplicados.