Secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos classificou como “irresponsáveis” as suspeitas de que falha na iluminação da pista teria sido provocada de forma intencional
O secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, comentou a repercussão do apagão registrado no Aeroporto João Durval Carneiro, em Feira de Santana, que impediu o pouso da aeronave que transportava o ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo da Bahia, ACM Neto.
O episódio ocorreu na quarta-feira (12), quando ACM Neto se dirigia a Feira de Santana para participar do evento “Sua Voz é Nossa Voz – Juventude”, realizado no salão do Ária Hall. A agenda precisou ser cancelada e foi remarcada para a próxima segunda-feira (17), às 18h, no mesmo local.
Segundo informações divulgadas pelo prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, a aeronave chegou ao aeroporto, mas não conseguiu pousar porque as luzes da pista estavam apagadas. O helicóptero retornou para Salvador e, diante da impossibilidade de o candidato chegar a Feira a tempo por via terrestre, o evento foi suspenso.
Após o episódio, surgiram questionamentos sobre a possibilidade de a falha ter sido provocada de forma intencional. A hipótese também foi mencionada em declarações de integrantes da política local.
Ao comentar o assunto, Felipe Freitas rejeitou qualquer possibilidade de perseguição política e afirmou que não há elementos que sustentem essa interpretação.
“É uma irresponsabilidade. Qualquer ilação de que tenha havido uma perseguição política não tem nenhum indício de perseguição política”, declarou.
O gestor do Aeroporto João Durval Carneiro, Gilmar Prazeres, explicou após o episódio que a falha na iluminação ocorreu de maneira inesperada durante a preparação do equipamento para a operação noturna.
A justificativa foi apresentada em meio à repercussão política provocada pela impossibilidade de pouso da aeronave que transportava ACM Neto.
Para Felipe Freitas, transformar uma falha operacional em uma suspeita de perseguição política não seria justificável sem evidências.
O secretário também criticou a necessidade de utilização de uma aeronave para o deslocamento entre Salvador e Feira de Santana, cidades separadas por aproximadamente 108 quilômetros.
Felipe afirmou que o percurso é realizado diariamente por trabalhadores e políticos que utilizam as rodovias entre as duas cidades.
“É meio ridículo inclusive a pessoa só conseguir pegar esses 108 quilômetros de avião. Eu digo isso com a tranquilidade de quem também é político e faz esse trecho aqui todos os dias, várias vezes por dia”, afirmou.
Na avaliação do secretário, o episódio não deveria ser tratado como um caso de perseguição política e criticou o que classificou como tentativa de atribuir responsabilidade política à falha registrada no aeroporto.
“Como vive o povo baiano. É isso esse tipo de político porque se diferencia até numa distância de 108 quilômetros e fica vendo uma síndrome de perseguição”, disse.
Felipe também afirmou que não havia, até aquele momento, qualquer indício que apontasse para uma ação deliberada contra o candidato.
Com o impedimento do pouso, o encontro de ACM Neto com apoiadores foi cancelado na quarta-feira (12). A organização informou posteriormente que o evento será realizado na próxima segunda-feira (17), às 18h, no Ária Hall, em Feira de Santana.
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