Hematologista destaca que diagnóstico precoce aumenta chances de cura e explica como se tornar doador
A campanha Fevereiro Laranja chama atenção para a conscientização sobre a leucemia, um tipo de câncer que afeta o sangue e a medula óssea. Segundo a hematologista Dra. Dulcilalia Souza, a informação e o diagnóstico precoce são fundamentais para aumentar as chances de cura da doença.
De acordo com ela, a leucemia ocorre quando a medula óssea passa a produzir glóbulos brancos (leucócitos) anormais, que se multiplicam de forma descontrolada e prejudicam o funcionamento do organismo.
“Acontece quando essa medula óssea produz leucócitos anormais, e essas células se multiplicam de forma descontrolada, interferindo na função de defesa do nosso organismo, no transporte de oxigênio e na coagulação do sangue”, explica.
Entre os principais sinais de alerta estão anemia, cansaço extremo e persistente, infecções frequentes, manchas roxas pelo corpo sem causa aparente, sangramentos e dor óssea.
“Os principais sintomas são uma anemia, um cansaço extremo recorrente e sem explicação, baixa imunidade com infecções frequentes, além de manchas roxas na pele sem nenhuma explicação, sangramentos e dor óssea”, detalha a especialista.
A médica ressalta que o hemograma é um exame simples, acessível e de baixo custo, essencial para a investigação inicial.
“O diagnóstico é feito com exames de sangue, destacando a importância do hemograma. Além disso, pode ser necessária a complementação com exames específicos da medula óssea, como mielograma, biópsia, imunofenotipagem e cariótipo”, afirma.
O tratamento da leucemia varia conforme o tipo da doença — que pode ser aguda ou crônica — e geralmente envolve quimioterapia. Em alguns casos, o transplante de medula óssea é indicado.
“O tratamento se baseia em quimioterapia e, em alguns casos, deverá ser avaliado o transplante de medula óssea. O transplante pode oferecer a chance de cura definitiva da leucemia”, explica.
Segundo a hematologista, o procedimento substitui a medula doente por uma saudável, capaz de produzir células sanguíneas normais.
Durante a campanha, também é reforçada a importância da doação de medula óssea. Para se cadastrar como doador, é necessário ter entre 18 e 55 anos, estar em boas condições de saúde e não ter histórico de doenças graves do sangue ou câncer.
“Para ser doador, basta ter entre 18 e 55 anos, apresentar boas condições de saúde e se cadastrar no hemocentro mais próximo da sua cidade”, orienta.
O cadastro é feito por meio de uma coleta simples de cerca de 5 ml de sangue para testes de compatibilidade. Caso haja compatibilidade com algum paciente que esteja na fila de espera, o doador será chamado.
“Quanto mais doadores cadastrados no banco de medula óssea — que é de nível nacional e até mundial — maior a probabilidade de um paciente com leucemia encontrar um doador compatível e ter chance de cura”, conclui a médica.
*Com informações do repórter JP Miranda