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Fim da escala 6×1: Paulo Azi sugere alternativas para evitar prejuízo de empresas

Relator da PEC na Câmara sugere que União ofereça alternativas para compensar custos de empresas com redução da jornada

Por Rafa
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
Imagem de Fim da escala 6×1: Paulo Azi sugere alternativas para evitar prejuízo de empresas

O relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata da escala 6×1, deputado federal baiano Paulo Azi (União Brasil), saiu em defesa do governo federal das críticas feitas pelo setor produtivo às discussões sobre a redução da jornada de trabalho. 

Após a proposta avançar na Câmara dos Deputados, confederações que representam segmentos econômicos passaram a publicar estudos advertindo para o impacto da medida sobre os custos de empresas. Segundo um estudo do BTG Pactual divulgado na última quarta-feira (25), a redução da jornada de trabalho pode ter um impacto negativo no Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda, da sigla em inglês) das empresas do setor de saúde de algo entre 3% e 3,5%.

Em entrevista ao jornal Estado de São Paulo, Azi disse que o governo pode oferecer alternativas para que a conta não sobre apenas para os setores mais intensivos em mão de obra. O deputado baiano acredita que a PEC do fim da escala 6×1  trará avanços para a classe trabalhadora.

“Você tem setores da nossa economia que são muito intensivos em mão de obra, que o peso da mão de obra no custo de produção daquilo que ele oferta é muito grande. E a redução, que ainda nós não sabemos em que nível vai se dar, vai impactar de forma muito mais forte em relação a outros setores”, afirmou Azi. 

“A participação do governo é fundamental. Ele pode oferecer alternativas e soluções consensuais para que esses setores possam ser de alguma forma também protegidos, para que a conta não fique só para eles”, emendou. 

Paulo Azi também defendeu a posição do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que quer tratar do tema como uma PEC e não de um projeto de lei, como queria o governo Lula.

“A atribuição da definição da pauta é do presidente da Câmara, que ouve os líderes partidários e decide. Não sei se vai ficar bem para o governo (insistir em um projeto de lei), depois que o presidente (Hugo Motta) toma essa decisão de enfrentar um tema que é polêmico e delicado”, afirma.

“Eu acho que a grande vantagem de você tratar um tema desse através da PEC é que você amplia a necessidade de diálogo e de discussão e de tentativa de construir um consenso amplo, pela necessidade dos votos que são necessários para a sua aprovação, diferentemente de um projeto de lei, que é votado por maioria simples”, finalizou.

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