A especialidade contribui para a prevenção e o tratamento de doenças relacionadas à próstata, à incontinência urinária e à disfunção erétil.
O quadro Neuroreabilitação em Pauta, do programa Cidade em Pauta, abordou um tema de grande relevância para a saúde masculina: a fisioterapia pélvica. A conversa contou com a participação dos fisioterapeutas Vinícius Oliveira e Fabiana Macena, que explicaram como essa especialidade contribui para a prevenção e o tratamento de doenças relacionadas à próstata, à incontinência urinária e à disfunção erétil.
Fabiana destacou a importância de ampliar o entendimento sobre o tema.
“Muita gente acredita que a fisioterapia pélvica é voltada apenas para o público feminino, mas não é. Ela também abrange os homens, principalmente neste período do Novembro Azul, quando reforçamos os cuidados antes e depois da cirurgia de próstata”, explicou a fisioterapeuta.
Segundo ela, o trabalho fisioterapêutico é fundamental para fortalecer a musculatura do assoalho pélvico, que pode ser enfraquecida após a cirurgia.
“O urologista geralmente indica o tratamento antes e depois da cirurgia. A fisioterapia ajuda o paciente a recuperar o controle urinário e pode auxiliar também na questão da disfunção erétil”, afirmou Fabiana.
O fisioterapeuta Vinícius Oliveira reforçou que a fisioterapia pélvica também é indicada em casos de doenças neurológicas, como AVC e lesões medulares.
“Pacientes neurológicos podem desenvolver incontinência urinária, constipação e disfunção sexual. A fisioterapia trabalha para reorganizar essas funções, com terapias comportamentais, exercícios específicos e uso de tecnologias como biofeedback e eletroestimulação”, detalhou.
Apesar dos avanços, o preconceito ainda é um desafio.
“Os homens têm mais resistência do que as mulheres quando o assunto é saúde íntima”, observou Fabiana. “Mas quando entendem a importância do tratamento e percebem os resultados, eles se dedicam e seguem até o fim do processo”, acrescentou.
Vinícius também destacou o papel dos urologistas como parceiros da fisioterapia, o que tem ajudado a aumentar a procura pelos atendimentos.
“Hoje os urologistas reconhecem a importância do trabalho conjunto. Muitos já encaminham seus pacientes para a fisioterapia pélvica no pré e no pós-operatório”, afirmou.
A especialista reforçou a mensagem do Novembro Azul, incentivando os homens a manterem o cuidado contínuo com a saúde.
“O câncer de próstata é tratável, principalmente quando diagnosticado cedo. Por isso, os homens devem procurar o médico regularmente. Quem tem histórico familiar deve começar os exames a partir dos 40 ou 45 anos, e os demais a partir dos 50”, alertou Fabiana.
Os fisioterapeutas reforçaram que prevenir ainda é o melhor remédio.
“A prática de atividade física, boa alimentação, sono de qualidade e acompanhamento médico regular são fundamentais para uma vida saudável. A fisioterapia entra nesse conjunto, ajudando o homem a manter sua qualidade de vida e autoestima”, concluiu Vinícius Oliveira.