Organização destaca diversidade da programação e aprovação do Centro de Convenções; evento também abriu espaço para exposição de artistas visuais
A segunda edição do FotoÊ chegou ao fim nesta quarta-feira (07) com avaliação positiva da organização e dos participantes. Durante dois dias, o evento reuniu fotógrafos, profissionais do audiovisual, empreendedores e artistas em uma programação que combinou palestras, troca de experiências, networking e discussões sobre aspectos técnicos e comerciais do mercado.
Para a fotógrafa e uma das idealizadoras do evento, Jucy Alves, a edição de 2026 conseguiu atender às expectativas do público ao ampliar a abordagem dos conteúdos apresentados.
Foto: Bárbara Barreto
“O FotoÊ 2026 veio para sanar as expectativas de muitas pessoas. A gente teve vários palestrantes, teve palestrante que veio do ano passado também, mas que teve que voltar porque foi muito pedido”, destacou.
Segundo Jucy, além dos conteúdos específicos sobre fotografia e audiovisual, o evento também trouxe discussões sobre empreendedorismo e estratégia de negócios.
“A gente precisa, sim, entender também enquanto empreendedores. Não é só fotografar, é entender como funciona o produto, como lidar com o cliente”, explicou.
Foto: Bárbara Barreto
A programação também foi considerada uma oportunidade para fortalecer conexões entre os profissionais.
“Foi um lugar onde a gente pôde fazer muito networking, muita conexão e a gente sempre sai com aquele gostinho de quero mais”, afirmou.
Foto: Bárbara Barreto
Uma das novidades desta edição foi a realização do FotoÊ no Centro de Convenções de Feira de Santana. A mudança de espaço foi aprovada pela organização e pelo público.
“Todo mundo adorou o Centro. Além de belíssimo, lindíssimo, é um lugar muito confortável e que agrega muito as pessoas. O público deu um feedback muito positivo”, afirmou Jucy.
Foto: Bárbara Barreto
A experiência também reforçou a expectativa de continuidade do projeto. A organização já confirmou a realização da terceira edição do FotoÊ, em 2027.
“Com certeza, vem aí FotoÊ 2027”, confirmou Jucy.
Foto: Bárbara Barreto
Além da fotografia e do audiovisual, o FotoÊ também abriu espaço para outras manifestações artísticas. Uma delas foi a exposição de quadros da tatuadora e artista visual Emile Castro, que apresentou sua primeira coleção durante o evento.
Para Emile, participar do FotoÊ representou uma experiência importante em sua trajetória artística.
Foto: Bárbara Barreto
“Essa é minha primeira coleção de quadros que eu estou tendo o prazer de expor aqui no FotoÊ. Para mim está sendo maravilhoso estar lidando com outros artistas também, porque os fotógrafos são artistas”, contou.
A artista revelou que o contato com o público e os comentários recebidos sobre suas obras contribuíram para o desenvolvimento de seu trabalho.
“Muita gente parou para conversar, para falar o que estava sentindo através da minha arte. Para mim está sendo uma honra maravilhosa, está me agregando bastante”, afirmou.
Foto: Bárbara Barreto
O convite para participar da segunda edição surgiu depois que uma das organizadoras conheceu o trabalho de Emile em um festival de música, onde ela realizou pinturas ao vivo.
“O convite veio através da Drica. Eu estava expondo em um festival de música, foram dois dias de festival com pintura ao vivo e ela gostou muito do meu trabalho”, explicou.
Emile também contou que já tinha uma relação com a fotografia e que, por isso, a participação no FotoÊ representou uma aproximação entre diferentes experiências construídas ao longo da trajetória artística.
Foto: Bárbara Barreto
A coleção apresentada por Emile tem como elemento central o coração, utilizado para representar sentimentos e emoções presentes no cotidiano.
“Todos os meus quadros têm um coração representando a emoção e os sentimentos. Para representar que, independentemente do que você esteja fazendo na sua rotina, você está o tempo todo sentindo”, explicou.
Segundo a artista, a proposta é lembrar que as emoções também fazem parte das atividades cotidianas e não devem ser escondidas.
“A gente vive muito do lado racional. É sempre trabalhando, estudando, mas você está sentindo algo. Muitas vezes a gente camufla esse sentimento”, afirmou.
Para Emile, a arte é uma forma de valorizar essa dimensão emocional e mostrar que os sentimentos podem ser expressados em diferentes situações.
“A emoção também é válida, é um sentimento que pode ser demonstrado independentemente da situação. Somos seres humanos, somos frágeis”, concluiu.
Foto: Bárbara Barreto
Foto: Bárbara Barreto