Ainda há muita desinformação e mitos a respeito do DIU
Na última edição do quadro “Mulheres em Pauta”, o tema abordado pela ginecologista Dra. Márcia Suely foi o uso dos Dispositivos Intrauterinos (DIUs). A médica tirou dúvidas frequentes, explicou os tipos disponíveis no mercado e orientou sobre as vantagens e desvantagens deste método contraceptivo de longa duração.
Logo no início, a especialista destacou que, apesar de ser um assunto aparentemente comum, ainda há muita desinformação e mitos a respeito do DIU.
“Tem muita dúvida com relação ao DIU e até indicações equivocadas. Então resolvi trazer esse tema para desmistificar muitas coisas. Ele é um anticoncepcional que tem se expandido muito, com muitas vantagens — mas também com desvantagens que precisam ser conhecidas pelas mulheres”, explicou a médica.
Dra. Márcia detalhou que DIU é a sigla para Dispositivo Intrauterino, um pequeno objeto em formato de "T" ou "Y", que é inserido dentro do útero para prevenir a gravidez.
“Ele ocupa a cavidade uterina, que é bem pequenininha, e tem como principal função a contracepção. Com a evolução dos modelos, outras indicações clínicas também surgiram”, destacou.
A ginecologista fez um panorama sobre os principais modelos em uso no país:
“Não existe o melhor DIU, existe o melhor para cada paciente. A escolha deve ser individualizada, feita junto ao ginecologista”, frisou Dra. Márcia.
Segundo a médica, os principais benefícios são:
Ela citou o caso de uma paciente que, sem tempo para cirurgia, utilizou o DIU como forma de controle de sangramento uterino intenso.
“Ela voltou para os Estados Unidos feliz da vida, porque evitou uma cirurgia com o uso do Mirena”, contou.
Entre os possíveis efeitos adversos, estão:
“Nenhum método é 100% eficaz, nem mesmo a laqueadura. A eficácia do DIU gira em torno de 99,8%, mas pode haver falhas raríssimas. O importante é o acompanhamento médico”, ressaltou.
Dra. Márcia afirmou que qualquer mulher pode ser candidata ao DIU, inclusive adolescentes e mulheres que nunca engravidaram, desde que com a devida orientação.
“Hoje é a primeira opção para adolescentes. Imagine: uma jovem que vai passar muitos anos evitando gravidez, nada melhor do que um método de longa duração e alta eficácia.”
Mulheres acima de 40 anos, que já apresentam ciclos irregulares e sangramentos mais intensos, também se beneficiam dos modelos hormonais.
A ginecologista atende na clínica Vitallis, em Feira de Santana.