Nova etapa do programa federal busca reduzir impactos sobre exportações, preservar empregos e oferecer crédito a setores atingidos pelo aumento das taxas norte-americanas e pela instabilidade no Oriente Médio.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou, nesta quarta-feira (22), um novo pacote de financiamento destinado a empresas brasileiras que sofreram prejuízos em razão do aumento das tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos e dos reflexos econômicos da guerra no Oriente Médio. A iniciativa, denominada "Brasil Soberano 3", disponibilizará R$ 18,5 bilhões em crédito para apoiar o setor produtivo.
Segundo o governo federal, R$ 13,5 bilhões do montante virão de recursos que não foram utilizados na primeira fase do programa, além de valores recuperados por meio da renegociação de dívidas do setor rural. Os outros R$ 5 bilhões serão liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O programa foi estruturado para atender principalmente empresas exportadoras impactadas pelas tarifas adicionais de 25% aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Entre os segmentos contemplados estão as indústrias de aço, alumínio, automóveis, madeira e máquinas. O governo também incluiu setores considerados estratégicos, como fertilizantes, indústria farmacêutica, têxtil, minerais críticos e empresas que tiveram queda nas exportações para países do Golfo Pérsico.
Para obter acesso às linhas de crédito, as empresas deverão cumprir exigências estabelecidas pelo governo, incluindo o compromisso de preservar parte dos empregos. A medida busca minimizar os efeitos da redução das exportações, manter a atividade industrial e evitar impactos maiores sobre a economia.
Durante o evento, Lula também sancionou uma lei que amplia o programa Brasil Soberano, autorizando a liberação de mais R$ 15 bilhões em financiamentos, correspondentes à segunda etapa da política criada para enfrentar os efeitos das primeiras barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos.
O governo informou ainda que estuda novas iniciativas para atender setores que continuam enfrentando dificuldades na comercialização de produtos afetados pelas restrições tarifárias. As medidas foram definidas após reuniões entre integrantes da equipe econômica e representantes das áreas mais atingidas pelas mudanças no comércio internacional.