Momento IDM Cardio recebeu o Dr. Sérgio Rocha para discutir riscos, prevenção e cuidados com a pressão alta durante a gravidez
Durante participação no quadro Momento IDM Cardio, o cardiologista Dr. Sérgio Rocha explicou a importância do acompanhamento médico adequado para prevenção e controle da hipertensão arterial durante a gestação, uma das principais causas de mortalidade materna no Brasil.
De acordo com o médico, muitas mulheres não possuem histórico de pressão alta antes de engravidar, mas podem desenvolver o problema ao longo da gravidez devido a alterações fisiológicas e metabólicas.
“A paciente que está gestante geralmente tem a pressão mais baixa. Só que eventualmente, por alguma disfunção fisiológica ou metabólica, ela pode começar a apresentar hipertensão”, explicou.
Por isso, o pré-natal é fundamental para identificar precocemente qualquer alteração.
“Descobriu que tá grávida? Vá logo ao obstetra. Ele vai verificar sua pressão e, se necessário, encaminhar para acompanhamento cardiológico.”
A pressão alta pode provocar danos aos vasos sanguíneos maternos e da placenta, reduzindo o aporte de nutrientes ao feto, o que pode resultar em atraso de crescimento e até descolamento da placenta, uma emergência médica.
“Se a placenta se descola, pode trazer risco de morte tanto para o bebê quanto para a mãe”, alertou.
Entre os sintomas que podem surgir estão dor de cabeça intensa, alterações visuais, inchaços e dor abdominal, mas o médico reforça que, em muitos casos, a mulher não sente nada.
O cardiologista destacou que a hipertensão gestacional pode evoluir para pré-eclâmpsia, quadro grave que pode levar à falência de órgãos.
“A pré-eclâmpsia é uma das principais causas de mortalidade materna no Brasil”, enfatizou.
Dr. Sérgio reforça que o tratamento exige cuidado especial: “A grande maioria dos remédios usados para pressão alta não pode ser usada na gestação, porque podem prejudicar o desenvolvimento do bebê.”
Ele orienta que gestantes jamais utilizem medicamentos sem prescrição: “Não é usar o remédio da vizinha. Na gestante tudo muda porque são dois indivíduos que temos que cuidar: mãe e bebê.”
Em muitos casos, a hipertensão é transitória, entretanto, pode haver continuidade: “Depois que a mulher tem o bebê, essa pressão pode normalizar e o remédio ser suspenso, mas algumas permanecem hipertensas e precisam seguir o acompanhamento ao longo da vida”, relatou.
O médico orienta que quem pretende engravidar e já usa medicamento para pressão faça antes uma avaliação com cardiologista.
“Às vezes a mulher descobre que está grávida depois de meses tomando remédio inadequado. É importante ajustar antes.”
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