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Implantação da faixa azul será experimental e depende de aval técnico e federal

Em Feira de Santana, estudos técnicos já indicaram que a implantação poderia ocorrer na Avenida Presidente Dutra.

Por Rafa
terça-feira, 16 de dezembro de 2025
Imagem de Implantação da faixa azul será experimental e depende de aval técnico e federal

A implantação da chamada faixa azul para motociclistas em Feira de Santana, reivindicada por motoboys e motoristas de aplicativo durante audiência pública na Câmara Municipal, ainda depende de trâmites legais e técnicos. O esclarecimento foi feito pelo superintendente Municipal de Trânsito, Ricardo Cunha, ao explicar que a medida não pode ser adotada de forma imediata pelo município.

Segundo ele, apesar de existir uma lei municipal que permite a iniciativa, a autorização federal é indispensável.

“Existe uma lei municipal que nos credencia a fazer esse tipo de sinalização, mas ela não é suficiente. É preciso também a autorização do Senatran”, explicou.

Foto: Isabel Bomfim

Ricardo Cunha destacou que experiências em outras cidades do país ainda não apresentam resultados conclusivos sobre a efetividade da faixa azul na redução de acidentes.

“Em São Paulo, por exemplo, em alguns locais a faixa azul não foi resolutiva e não houve uma modificação significativa no cenário”, avaliou.

Em Feira de Santana, estudos técnicos já indicaram que a implantação poderia ocorrer na Avenida Presidente Dutra. No entanto, o superintendente ponderou que o projeto precisa ser alinhado ao planejamento urbano do município.

“O prefeito José Ronaldo anunciou uma reestruturação da Presidente Dutra. Fazer qualquer intervenção agora pode ser prejudicado por essa obra”, afirmou.

A proposta, de acordo com Ricardo Cunha, é que a faixa azul seja implantada de forma experimental após a conclusão da reestruturação da via.

“A ideia é testar para entender se realmente haverá efetividade na redução de acidentes”, disse.

Apesar disso, o superintendente reforçou que os principais problemas envolvendo motociclistas não estão, em sua maioria, nas grandes avenidas.

“Nossos maiores problemas estão nos bairros, nos cruzamentos que não são respeitados, na ingestão de álcool e na condução de veículos automotores. A faixa azul sozinha não vai resolver tudo, mas iremos fazer”, concluiu.

*Com informações da repórter Isabel Bomfim

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