09/06/2026
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Influenciadora Deolane Bezerra é detida em operação que apura suposta lavagem de dinheiro ligada ao PCC

Ação do Ministério Público e da Polícia Civil de São Paulo investiga movimentações financeiras suspeitas e cumprimento de mandados contra familiares de Marcola

Victória SilvaRedação: Victória Silva
quinta-feira, 21 de maio de 2026 às 12:11
Imagem de Influenciadora Deolane Bezerra é detida em operação que apura suposta lavagem de dinheiro ligada ao PCC
Foto: Reprodução/Redes sociais

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) durante uma operação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil. A ação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), tendo como foco pessoas apontadas como integrantes ou ligadas à estrutura financeira da organização.

De acordo com a investigação, uma transportadora localizada em Presidente Venceslau, no interior paulista, teria sido utilizada para movimentar recursos financeiros e dificultar o rastreamento da origem dos valores. Os investigadores apontam que contas associadas à influenciadora teriam recebido parte dessas quantias ao longo dos últimos anos.

Além de Deolane, também foi preso Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado como operador financeiro do grupo investigado. A operação ainda incluiu mandados de prisão e busca contra familiares de Marcola, identificado pelas autoridades como liderança da facção. Houve ainda determinação judicial para bloqueio de bens e contas bancárias dos investigados.

As apurações indicam que entre 2018 e 2021 teriam ocorrido depósitos fracionados — prática utilizada para dificultar a identificação da origem dos recursos — além de movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada. Segundo os investigadores, empresas ligadas aos suspeitos teriam sido usadas para conferir aparência legal aos valores movimentados.

A investigação teve início em 2019, após apreensões realizadas na Penitenciária II de Presidente Venceslau, quando documentos e anotações encontrados levaram à identificação de uma suposta rede de lavagem de dinheiro. A Justiça de São Paulo justificou as prisões preventivas citando riscos de destruição de provas, ocultação patrimonial e possível interferência nas investigações. A defesa da influenciadora informou que ainda analisava os detalhes do caso.

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