Com experiência acumulada ao longo de várias Conferências, Paulo Lima destacou o avanço da participação jovem.
Direto de Belém do Pará, na cobertura inédita da COP30 para Feira de Santana e para a Bahia, o jornalista Jorge Biancchi conversou com Paulo Lima, jornalista e diretor de uma agência internacional de notícias, que veio da Itália especialmente para acompanhar o evento.
Paulo contou que esta é a 13ª COP da qual participa e ressaltou que o trabalho desenvolvido por sua equipe tem como foco a perspectiva dos jovens.
“Essa é a 13ª COP que a gente participa, com jovens do Brasil e de todo o mundo, fazendo a cobertura a partir dos jovens. Eles vêm aqui para entrevistar as pessoas e também participarem das negociações como observadores”, explicou.
Com experiência acumulada ao longo de várias Conferências, Paulo destacou o avanço da participação jovem.
“É muito bonito porque tem aumentado o número de jovens, não só brasileiros, mas do mundo todo, que estão participando como observadores. Isso é um sinal positivo, porque assim a gente não deixa as negociações apenas nas mãos dos diplomatas. A sociedade civil está se organizando e participando ativamente, sobretudo nesta COP”, afirmou.
Segundo ele, ao contrário das últimas três edições, marcadas por restrições de acesso, Belém recebe uma conferência que devolve protagonismo à sociedade.
“Essa é uma COP da participação da sociedade civil”, pontuou.
Paulo reforça que as decisões tomadas na COP não dizem respeito apenas aos governos.
“O Acordo de Paris não é um acordo dos governos apenas. É um acordo meu, seu, das escolas, das famílias, de cada municipalidade.”
Questionado sobre o papel transformador da juventude, ele citou Paulo Freire:
“O verbo é esperançar. É acreditar nesse futuro possível. Temos tecnologias suficientes para fazer essa mudança, essa transição justa.”
Paulo destacou a relevância simbólica e prática da COP30 ocorrer no coração da floresta.
“A Amazônia não é só o pulmão do mundo. 20% da água do planeta está aqui. Precisamos aprender com as populações indígenas e ribeirinhas, porque fomos perdendo essa relação com a natureza”, ressaltou.
A delegação coordenada por Paulo reúne 30 jovens do Brasil e da Itália, sendo nove italianos. Para viabilizar a participação, eles contaram com apoio da Universidade Popular.
“A Unipop nos acolheu. Dormimos em colchões no chão e fomos muito bem recebidos. A hospedagem solidária está dando muito certo nesta COP30”, afirmou.
*Com informações de Jorge Biancchi, direto da COP 30 em Belém