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Leilões da Caixa crescem mais de 200% e especialista aponta oportunidades e riscos na compra de imóveis

De acordo com o especialista, dois fatores principais explicam esse cenário: o endividamento das famílias brasileiras e os juros elevados.

Por Rafa
sábado, 17 de janeiro de 2026
Imagem de Leilões da Caixa crescem mais de 200% e especialista aponta oportunidades e riscos na compra de imóveis

O mercado de imóveis em leilão, especialmente os promovidos pela Caixa Econômica Federal, vive um momento de forte expansão no Brasil. Durante entrevista ao programa Cidade em Pauta, na Nordeste FM, o especialista imobiliário Humberto Mascarenhas, da Nobel Imóveis, apresentou dados que revelam um crescimento expressivo no número de imóveis disponibilizados e reforçou os cuidados necessários para quem deseja investir nesse tipo de oportunidade.

Segundo Humberto, entre 2022 e 2024, o volume de imóveis em leilão cresceu 228%. Já no primeiro semestre de 2025, o avanço foi de 25,1% em relação ao ano anterior, com expectativa de novos recordes até o fim do ano.

“O crescimento tem sido incrível. Isso elevou bastante o estoque de imóveis retomados e gerou excelentes oportunidades para quem deseja comprar por valores abaixo do mercado”, afirmou.

De acordo com o especialista, dois fatores principais explicam esse cenário: o endividamento das famílias brasileiras e os juros elevados.

“O índice de endividamento cresce mês a mês. Isso gera inadimplência e, consequentemente, a retomada do imóvel. Além disso, estamos com a Selic em torno de 15%, e muitos financiamentos foram feitos nesse período de juros altos, o que compromete a renda das famílias”, explicou.

Humberto alertou ainda para as mudanças na legislação que tornaram o processo de retomada mais rápido.

“Com a lei da alienação fiduciária, o processo passou a ser extrajudicial. Em tese, a partir da terceira parcela em atraso, o banco já pode iniciar a retomada do imóvel. Na prática, isso costuma ocorrer entre oito e doze meses, mas o risco existe e exige atenção do mutuário.”

Durante a entrevista, Humberto detalhou as etapas dos leilões de imóveis da Caixa. No primeiro leilão, o imóvel é ofertado pelo valor de avaliação. Caso não haja arremate, ele segue para o segundo leilão, cujo valor considera o montante da dívida, respeitando o mínimo de 50% do valor do imóvel quando o débito for menor.

“Essas etapas seguem o que determina a lei. Se o imóvel não for vendido, a Caixa disponibiliza outras cinco modalidades de venda”, destacou.

Entre elas estão licitação aberta, licitação fechada, venda on-line, venda direta on-line e venda direta.

Uma das modalidades que mais têm despertado interesse é a venda direta on-line, na qual não há disputa entre compradores.

“Na venda direta on-line, o interessado acessa o site da Caixa, vê o imóvel, aceita o valor e, ao clicar, a compra é efetivada automaticamente. Não há concorrência”, explicou Humberto.

Ele também ressaltou que, nessas modalidades, a Caixa disponibiliza uma lista de corretores credenciados para auxiliar os compradores.

“O auxílio de um corretor é fundamental para tirar dúvidas, entender a documentação e fazer uma compra segura.”

Questionado se o investimento realmente compensa, Humberto afirmou que, na maioria dos casos, sim, desde que haja conhecimento técnico.

“Comprar imóvel de leilão pode ser muito atrativo, mas exige expertise. Nem todo desconto representa uma boa oportunidade. Às vezes o imóvel já foi avaliado acima do valor real de mercado, e o comprador acaba fazendo um mau negócio.”

Ele alertou ainda para riscos como imóveis ocupados, dívidas de condomínio e IPTU e até aquisição de frações de imóveis, quando apenas a parte de um dos proprietários vai a leilão.

“Já vi pessoas comprarem sem ler o edital e descobrirem depois que adquiriram apenas uma parte do imóvel. Por isso, a assessoria especializada é essencial.”

Entre os principais cuidados citados pelo especialista estão a análise jurídica, a leitura detalhada do edital, a verificação da matrícula do imóvel e, principalmente, a localização.

“Já vi imóveis excelentes que não tiveram a rentabilidade esperada porque estavam mal localizados. Liquidez e localização precisam ser avaliadas com muito cuidado.”

Humberto também revelou que, em casos específicos, os descontos podem chegar a até 94%, quando o imóvel permanece longo período sem venda.

“O banco não quer manter imóveis em carteira. Quanto mais tempo ele fica parado, maior tende a ser o desconto.”

Humberto destacou que a Nobel Imóveis é credenciada pela Caixa para atuar nessas modalidades de venda e oferece assessoria completa.

“A gente ajuda desde a avaliação até a análise documental, para que o comprador faça um negócio seguro e rentável”, concluiu.

A Nobel Imóveis está localizada na Avenida Governador João Durval Carneiro, nº 2979, próximo à Estação Nova. Mais informações podem ser encontradas no site www.nobelimoveis.com.br
e nas redes sociais da empresa.

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