09/06/2026
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Liderança feminina no Direito ganha força e amplia espaços de decisão

Coordenadora de curso na Unex destaca o papel da universidade na formação de profissionais comprometidas com a justiça

Redação:
quinta-feira, 19 de março de 2026 às 21:41
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O programa De Olho na Cidade, da Sociedade News FM, deu sequência à série especial “Março Mulher 2026” com um debate sobre a liderança feminina no Direito e a importância da formação acadêmica na construção de uma sociedade mais justa. A entrevistada foi a advogada, professora e coordenadora do curso de Direito da Unex, Mônica Matos.

Mônica destacou que o mês de março vai além de uma simples comemoração, representando um marco histórico de lutas e conquistas femininas.

“Mais do que uma data comemorativa, é um grande marco social. Precisamos celebrar os avanços, como o direito ao voto conquistado em 1932, mas também reconhecer que ainda há muito a evoluir”, afirmou.

A professora ressaltou que, embora os desafios persistam, a presença feminina no Direito tem crescido de forma significativa nas últimas décadas.

“Temos percebido mulheres ocupando cargos de gestão, tanto na área educacional quanto no sistema de justiça. Hoje já vemos avanços importantes na magistratura, na promotoria e na defensoria pública”, pontuou.

Ela também apresentou dados que reforçam esse crescimento, como a maior participação feminina no Judiciário.

“Atualmente, cerca de 41% dos cargos de desembargadores já são ocupados por mulheres, e mais de 50% da advocacia é composta por profissionais do sexo feminino. Isso mostra que estamos evoluindo cada vez mais”, destacou.

Sobre o papel da universidade, Mônica foi enfática ao afirmar que o ambiente acadêmico é essencial para o fortalecimento do protagonismo feminino.

“A universidade é um instrumento estratégico, pois é onde formamos profissionais com senso crítico e compromisso social. É nesse espaço que desenvolvemos a consciência sobre direitos e a transformação da sociedade”, explicou.

A coordenadora também chamou atenção para a mudança no perfil das estudantes de Direito. Segundo ela, as mulheres chegam cada vez mais preparadas e interessadas em compreender profundamente o funcionamento da justiça.

“Percebemos um senso crítico mais aguçado, além de uma busca por atuação prática e uma visão interdisciplinar, entendendo o Direito em diálogo com outras áreas do conhecimento”, disse.

Tradicionalmente associadas a áreas como Direito de Família e do Trabalho, as mulheres vêm ampliando sua atuação para outros segmentos.

“Hoje já vemos advogadas se destacando no Direito Penal, Tributário, Previdenciário e no Direito Público como um todo. Esse avanço é muito significativo”, ressaltou.

Ao abordar a importância do conhecimento jurídico como ferramenta de transformação social, Mônica citou a Lei Maria da Penha como exemplo.

“Quando instrumentalizamos o Direito, conseguimos criar mecanismos de proteção e combater a violência contra a mulher. Conhecer a estrutura jurídica é fundamental para promover igualdade”, afirmou.

A professora deixou uma mensagem de incentivo para mulheres que desejam seguir carreira na área.

“Tenham coragem, estudem e se capacitem. Estejam prontas para aproveitar as oportunidades com ética e competência. O profissional do Direito tem uma grande responsabilidade social, e nós estamos no caminho certo”, concluiu.

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