Em encontro de líderes sul-americanos no Paraguai, presidente brasileiro afirma que disputará novo mandato e pede fortalecimento do Mercosul acima de diferenças políticas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta terça-feira (30) que pretende disputar a reeleição à Presidência da República. A declaração foi feita durante a 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, realizada em Assunção, no Paraguai, onde o petista também defendeu a continuidade do processo de integração entre os países do bloco.
Após participar da sessão plenária e apresentar um discurso voltado às relações comerciais e diplomáticas do Mercosul, Lula afirmou que sua candidatura terá como principal objetivo preservar o regime democrático no Brasil.
"Vou concorrer às eleições para garantir que o país se mantenha como um país democrático", declarou.
Durante sua participação no encontro, o presidente destacou que o futuro do Mercosul não deve depender das mudanças de governo em cada país integrante. Segundo ele, a estabilidade institucional do bloco é essencial para ampliar sua relevância econômica e fortalecer a cooperação regional.
Lula ressaltou que a integração sul-americana precisa estar acima de disputas ideológicas e pediu aos demais líderes empenho para consolidar os mecanismos institucionais do Mercosul, tornando-os permanentes independentemente de quem esteja no comando dos governos nacionais.
Na avaliação do presidente brasileiro, um bloco sólido exige continuidade das políticas de integração e compromisso coletivo entre os países-membros.
A reunião contou com a presença dos presidentes do Paraguai, Santiago Peña, do Uruguai, Yamandú Orsi, do Chile, José Antonio Kast, e do Equador, Daniel Noboa. Já o presidente da Argentina, Javier Milei, não participou do encontro, justificando ausência por compromissos oficiais em seu país.